<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622</id><updated>2012-01-29T00:42:10.480-02:00</updated><title type='text'>O estangeiro</title><subtitle type='html'>Sempre fui um estrangeiro no mundo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-7597720390737357947</id><published>2007-12-12T13:52:00.000-02:00</published><updated>2007-12-12T13:57:58.678-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;Troque seu ET por uma criança pobre&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O escritor Nelson Rodrigues chamava a si próprio de flor de obsessão. Em uma crônica de mesmo nome, o dramaturgo explica a importância das obsessões na vida de um homem: – “Sou um obsessivo. E, aliás, que seria de mim, que seria de nós, se não fossem três ou quatro idéias fixas? Repito: – não há santo, herói, gênio ou pulha sem idéias fixas. Só os imbecis não as têm.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A julgar pelos parâmetros rodrigueanos, não sou um imbecil. Posso ser um pulha sim, imbecil nunca. Ao menos não pelos critérios do mestre Rodrigues. Em verdade, também sou um obcecado. E minha obsessão, minha utópica, frágil, ambiciosa e vaidosa obsessão é uma e somente uma. Digo-lhes: – Minha obsessão é a justiça social. Repito: – Sou um obcecado pela justiça social. Tudo o que não é liberdade, igualdade e fraternidade me enfastia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A visão de uma criança de rua faminta causa em mim uma dor terrível, pior do que a da traição da mulher amada. Há em mim mais mágoa dos governantes do que das pessoas as quais me traíram. Porque a dor que me causam, causam só a mim. A dor que causam a uma criança abandonada é a pústula na alma da nação. O câncer no coração do país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há obsessões e obsessões. Existem senhores e senhoras, respeitabilíssimos, que possuem uma estranha idéia fixa. A de se corresponderem com seres de outros mundos. Não se trata da prática mediúnica popularizada pela doutrina espírita de se comunicar com quem desencarnou e vive no outro mundo, o mundo espiritual. Trata-se da insistência estéril e lunática de falar com extraterrestres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos meus tempos de juventude, costumava passar meus carnavais em um retiro espiritual, organizado por uma casa espírita, num hotel fazenda de padres maristas, no município de Mendes, interior do Estado do Rio, próximo a Paracambi e Miguel Pereira. Nesses retiros, havia uma prática chamada Encontro com as Estrelas, que consistia em irmos, à noite, pela estradinha de terra que levava ao portão de saída do hotel. Lá tentávamos entrar em contato com os habitantes de outros planetas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Confesso que sempre achei tal prática ridícula. Mas fui uma vez, uma única vez, para poder criticar, conhecendo com propriedade o alvo de minha pilhéria. A experiência não poderia ser mais frustrante. O venerando condutor dos trabalhos – um respeitável médium, diga-se de passagem – dizia coisas bonitas e apontava para o céu, com sua voz arrastada, afirmando que as naves espaciais lá estavam a nos observar e confraternizar conosco. Chegou a dizer: - “Olhem, olhem para o céu e vejam”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Havia muitas estrelas, nenhuma nave. Ao menos eu não as via. E eu insistia que não estava vendo nada, só as estrelas do céu. Muitos foram as boas almas apiedadas do menino de 18 anos, à época, a me mostrar as conduções dos extras e eu simplesmente não via nada. Uma senhora chegou a me advertir severamente: “Falta-lhe fé, menino!”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fim da prática, eu era só frustração. Voltava, mais solitário que um faroleiro, em meio ao mar de crédulos e invejando sua visão telescópica, quando a mesma senhora que me advertira, comentou com outra senhora ao lado: “- Viste alguma coisa?”. Não, nada vira. “Nem eu, acho que não somos dignas de ver.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não precisava escutar mais nada. Uma só frase daquela senhora me redimira. Eu não era um infiel. Era apenas sensato. Nada tenho contra, é bom que se diga, as pessoas que participavam daquela prática. Guardo mesmo muito carinho e saudade dos meus tempos de retirante espiritual – caravaneiro, como eles diziam – ao município de Mendes, onde sempre fui muito bem recebido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que me indignava era o fanatismo sem propósito. Pois nada daquilo era útil para a melhora do homem. Nada. Se ainda fizessem a apologia fanática ao vegetarianismo, poder-se-ia justificar que estavam salvando vidas animais, ainda que as milhares de crianças brasileiras abandonadas continuassem entregues à sua má sorte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De que adianta buscar mensagens edificantes com seres de outros planetas, se esquecemos Jesus – para os cristãos –, ou Kardec, Emmanuel e André Luis – para os espiritistas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Volta e meia, recebo mensagem de grupos que buscam – em sua inútil obsessão – comunicar-se com os seres de outros mundos. São mensagens absolutamente aterradoras. Ora prevêem o fim do mundo para a próxima semana. Ora afirmam que todos os que não comem carne serão salvo pelas naves. Os carnívoros não têm salvação, pois não conseguirão entrar no padrão vibratório compatível com as naves salvadoras. Ah, se Hitler vivo fosse, subiria placidamente a rampa da salvação. E quantos homens bons seriam esquecidos? Juro por Deus que tais insanidades pululam de todos os cantos. Pior. Muitos não enxergam o óbvio na estupidez dessa obsessão. Alguns por ignorância. Outros por má fé. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O compositor Eduardo Dussek escreveu uma música criticando o comportamento das pessoas que tratam cachorros como filhos e relegam a criancinhas pobres um violento desprezo. “Troque o seu cachorro por uma criança pobre” – o nome da música – é uma elegia contra a cegueira ululante das elites. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também no campo das pessoas que buscam espiritualizar-se existe uma elite. É a elite esotérico-carnavalesca-espiritualista. Ficam por aí discutindo o sexo dos anjos ou a comunicação com ETs. Não falam nem uma vírgula sobre a prática da caridade cotidiana. Nem uma palavra sobre a situação das pobres crianças pobres do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senhores da elite esotérico-carnavalesca-espiritualista, façam um favor ao cronista: troquem seus ETs pelas milhares de crianças abandonadas, vilipendiadas, maltratadas, que existem nesse imenso menino maltrapilho chamado Brasil!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e obcecado pela justiça social. rafael.marti@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-7597720390737357947?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/7597720390737357947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=7597720390737357947&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/7597720390737357947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/7597720390737357947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/12/troque-seu-et-por-uma-criana-pobre-o.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-3508561711784806981</id><published>2007-11-08T08:38:00.000-02:00</published><updated>2007-11-08T08:46:56.584-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-size: 24pt;"&gt;Aquele abraço e que saudade!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 24pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Aquele abraço. Assim Décio Luiz Duarte despedia-se dos amigos ao desligar o telefone. A risada inconfundível denunciava sua presença onde quer que chegasse. E de supetão, como fazia em suas chegadas, Décio conquistava a simpatia e confiança de todos os que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Era o Neném da Igreja Messiânica. O Miudinho dos botecos da vida, os quais já deixara de freqüentar a tempos. O Dedé do centro de curas espiritualista Casa da Essência e do jornal alternativo Essência Vital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Décio encantava a todos com sua alegria e sua fidelidade canina aos amigos. “Se tem uma coisa que eu prezo mais que tudo é a amizade”, dizia ele quando algum amigo era prejudicado. Mas Décio não se enfurecia, apenas ficava triste com as muitas coisas erradas que via no mundo. Pensou até em ser vereador para ajudar o povo, idéia que logo abandonou. Havia sido funcionário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e conhecia os intestinos do poder local, cujas podridões refletiam-se no estado do Rio e em Brasília.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O que Décio gostava mesmo era de ajudar. Asilos, orfanatos, amigos, desconhecidos, não são raros os casos de pessoas auxiliadas por esse grande homem. Onde houvesse uma lágrima rolando, uma criança abandonada, um idoso solitário, algum doente espiritual, Dedé estava lá. Não importava cor, credo, religião ou partido político. Décio ajudava sem alarde. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Alto, cerca de dois metros de altura, procurava equilibrar seus, talvez, mais de 200 quilos. Décio sofria de obesidade mórbida, o que comprometeu seu sistema respiratório e cardiovascular, que acabariam ocasionando seu desencarne na noite de 11 de outubro de 2004, véspera do feriado de Nossa Senhora Aparecida, do Dia das Crianças e do aniversário de Descobrimento da América.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O mais interessante na personalidade de Décio era esse magnetismo que atraía para junto dele pessoas de bem, que buscavam igualmente a construção de um mundo mais solidário e tolerante. Jamais vi Décio julgando quem quer que fosse. A maior parte de suas boas ações só foram descobertas depois de sua morte. Freqüento aulas de inglês com a professora Silvia Campos, do curso Shakespeare, em Vila Isabel, zona norte do Rio. Conversando com ela, descobri que ela também fazia parte da comunidade virtual Orkut. Eu a adicionei. Ela aceitou e depois veio conversar comigo. Através de uma foto do Décio que se encontra em meu álbum virtual, ela descobriu que eu o conhecera. Ela era sua amiga dos tempos de Igreja Messiânica e nos pusemos a relembrar os causos e as atitudes generosas de nosso companheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;*******&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Alguém já disse que só é possível filosofar em alemão. A estrutura da língua germânica, com suas palavras grandes que nomeiam conceitos complexos, facilita a vida de filósofos. Já eu acredito que só é possível escrever poesia em português, nossa última flor de Lácio, como escreveu Olavo Bilac. Nossa pátria, como preferia Fernando Pessoa. E não se pode pensar em poesia sem pensar em saudade. Nosso idioma é o único no mundo capaz de exprimir, em uma palavra de apenas sete letras e três sílabas, a extensão desse sentimento formador do caráter brasileiro. A expressão “i miss you or something” dos anglo-saxões, ou a expressão “te echo de menos” dos povos de língua espanhola não traduz esse estado d’alma. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Os brasileiros somos seres saudosistas por natureza. A formação de nosso povo foi feita de saudade. O indígena das várias nações que povoavam o Brasil sentia saudade de sua liberdade. O negro das várias nações escravizadas sentia saudade tanto da liberdade, quanto da mãe África. O português sentia saudade da terrinha. Do Porto, do Minho, de Lisboa. A miscigenação brasileira, principal fator de musicalidade e alegria de nosso povo, solidificou esse estado de espírito saudosista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Os flamenguistas sentem saudades do time campeão do mundo, em 1981. Os amantes do futebol arte, da seleção de 70. Os admiradores do Rio Antigo, da Capital Federal em nossas terras e da Bossa Nova. São tantos os motivos de saudosismo que muitas vezes corremos o risco de reinventar o passado. Revivendo coisas que não existiram. Santificando pessoas que não eram flor que se cheire.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;*******&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Essa injustiça não é cometida com Décio Luiz. Ao morrer não se tornou um santo, que de fato não era. Não obstante suas milhares de qualidades, Décio sempre fez questão de se mostrar humano. De tirar qualquer máscara de santidade e mostrar que todos estão suscetíveis a erros e acertos. Ao lembrarmo-nos de seus feitos, não corremos o risco de endeusá-lo. Apenas prestamos uma homenagem merecida a quem sempre trabalhou por um país mais justo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Mesmo não acreditando que a morte seja definitiva, mas sim uma passagem para o outro lado da existência, não deixo de pensar que ele faz muita falta encarnado. Ao completar três anos de sua morte, além da saudade sentida, reflito sobre o que Décio estaria pensando da crise ética pela qual o país atravessa. Não bastassem o Marajá das Alagoas, os anões do orçamento, o escândalo das privatizações, temos que assistir atônitos a mensalões, dossiês e bois voadores no Senado. Onde e quando o Brasil, que já foi o país do futuro – olha o saudosismo de novo presente –, perdeu o rumo e se tornou essa bagunça ética generalizada? Estarei sendo saudosista? Será que sempre foi assim? Com a palavra, os historiadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O fato é que Décio provavelmente daria um sorriso sereno, diria que política é assim mesmo e silenciosamente ajudaria os que realmente precisam de ajuda. Assim, tal qual o beija-flor da fábula do Betinho, ele estaria fazendo a sua parte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Ah, que falta o Décio nos faz!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-indent: 14.2pt; line-height: normal;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Rafael Martí é jornalista e sente muitas saudades de Décio Luiz.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt; &lt;i style=""&gt;rafael.marti@gmail.com&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-3508561711784806981?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/3508561711784806981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=3508561711784806981&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/3508561711784806981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/3508561711784806981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/11/aquele-abrao-e-que-saudade-aquele-abrao.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-3333052811718611624</id><published>2007-11-06T09:35:00.000-02:00</published><updated>2007-11-06T09:49:10.990-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Salvem os passarinhos abandonados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É mesmo triste a situação dos passarinhos de rua. Vejam vocês, amigos leitores, o que aconteceu comigo. Em julho do ano passado, caminhando pelo bucólico bairro do Grajaú, Zona Norte do Rio,&lt;br /&gt;encontrei um filhote de beija-flor abandonado. Levei-o ao meu apartamento, cuidei dele e o bichinho conseguiu sobreviver e voltar à natureza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em setembro deste ano, estava eu novamente flanando pelo bucólico bairro do Grajaú, quando deparei-me com um filhote de rolinha caído na calçada. Imediatamente pensei: “Mas será o Benedito? Nem posso mais caminhar pelo bairro que encontro um desses desvalidos?”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o pobre coitado e confesso: hesitei dois segundos sobre a possibilidade de levá-lo para casa. Afinal tenho um gato, o que adiciona uma considerável dificuldade ao esforço de cuidar do passarinho, de fazer com que sobreviva e de devolvê-lo ao seu habitat sem ser devorado pelo meu selvagem felino. Mas que escolha eu tinha? Antes recolhê-lo à minha casa do que ele ser pisoteado por um desses adolescentes mal educados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse fato, que tem se tornado cada vez mais comum, fez com que eu refletisse com profundidade&lt;br /&gt;sobre o drama dos passarinhos abandonados. A cada dia que passa, mais e mais filhotinhos são lançados para fora de seus lares por causa de dois grandes vilões. O primeiro é sem dúvida a desagregação da família passarinhesca, que perde o referencial, e cujos membros se distanciam&lt;br /&gt;dia a dia. Não sei se os valores neoliberais são responsáveis por essa desagregação ou se esta criou o caldo de cultura que deu origem aos valores neoliberais. O outro grande vilão que expulsa os pobres passarinhos de seus ninhos é o vendaval representado pelas políticas econômicas recessivas, consoantes com o perverso neoliberalismo econômico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma vez expulsos de casa, os pobres filhotinhos estão entregues a toda sorte de acontecimentos. Alguns caem nas mãos de terríveis cafetões, que aprisionam os filhotes em gaiolas e oferecem alpiste de má qualidade em troca do cantar dos pássaros. Trata-se de exploração medonha, roubando a pureza e os sonhos dos filhotinhos. Já outros, os que não tiveram tanta sorte, morrem de fome, simplesmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há os que, após sucessivos maus tratos e falta de perspectiva, caem no mundo do crime. Ficam por aí praticando pequenos delitos. Ora fazem cocôzinho na cabeça de algum turista desavisado, ora furtam pipocas de alguma pobre menininha loira, de olhos verdes, moradora de Ipanema.&lt;br /&gt;Diante de tal situação, a direita logo se assanha e exige medidas drásticas. Primeiro querem a redução da maioridade penal, a fim de que esses pequenos meliantes apodreçam em nossos presídios imundos, que, ao invés de ressocializar os internos, os tornam piores. Outra solução desses facistinhas é clamar pela pena de morte. Morram todos esses passarinhos abandonados, os quais, incapazes de permanecerem em seus ninhos ou morrerem de fome dignamente, caem no mundo do crime.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gritam desesperados, implorando pela atuação firme do Batalhão de Operações Passarinhescas Especiais (Boppe), cuja estrela de cinema, capitão Bem-te-vi, vai resolver tudo com muita porrada, tortura e tiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já os esquerdistas dizem que o problema se resolve com o aborto. Melhor deixar a decisão de chocar ou não os ovos com a mãe passarinha, dona de seu corpo. Com o aborto de milhares de ovos, menos passarinhos nascerão. Não poderão ser abandonados, portanto. Logo não virarão criminosos. Viva o aborto dos pobres ovos que não pediram para nascer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os populistas criarão a bolsa-alpiste, sem atacar as causas econômicas que levam ao abandono dos passarinhos. E a solução para os problemas dos filhotes abandonados fica adiada eternamente. É mesmo dramática, meus amigos, a situação dos pobres passarinhos abandonados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas quando alguma boa alma se opõe ao aborto, à pena de morte e sugere amor e caridade para com os passarinhos, além de mudanças radicais na economia em contraponto à bolsa-alpiste, aí&lt;br /&gt;todo mundo se assanha e grita mais que as maritacas grajauenses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A direita acusa a boa alma de ser um criptocomunista – nem me perguntem o que é isso. A esquerda diz que não se muda o mundo com caridade e ainda acusa o cidadão de ser um direitista pervertido. Coitado! Seu único crime foi ter bom senso. Quanto aos populistas, seu discurso será o que agradar a maioria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como eu não me meto mais em política – graças a Deus – e procuro ter bom senso, resolvi acolher o passarinho e levá-lo à minha casa. Dei-lhe bananas amassadas, água fresca, pus um CD de música New Age com som de pássaros e improvisei um ninho com uma caixa de papelão pequena, chumaços de algodão e tiras de papel jornal. Infelizmente, a despeito de todo o meu esforço, a pobre rolinha morreu no terceiro dia de estada. Tal qual as criancinhas abandonadas do meu país, mais do que água, comida e abrigo, o que os passarinhos precisam é do calor de uma mãe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista, mas apesar de tentar não conseguiu salvar o pobre passarinho. &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:rafael.marti@gmail.com"&gt;&lt;em&gt;rafael.marti@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-3333052811718611624?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/3333052811718611624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=3333052811718611624&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/3333052811718611624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/3333052811718611624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/11/salves-os-passarinhos-abandonados-mesmo.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-3552539365841390657</id><published>2007-10-04T17:23:00.000-03:00</published><updated>2007-10-08T13:57:01.272-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Explicações sobre o artigo abaixo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados amigos vegetarianos. Por favor, leiam o artigo abaixo com o olhos de ler. A crítica que faço não é contra o vegetarianismo, mas sim contra os radicais dentro do vegetarianismo, que se acham melhor daqueles que comem carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo e repito. Só a tolerância mudará o mundo. O vegetarianismo sem tolerância é apenas mais uma ideologia perniciosa como são todas as que não mudam o homem. Viva a liberdade de escolha, a democracia e os vegetarianos tolerantes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um abraço do cronista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-3552539365841390657?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/3552539365841390657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=3552539365841390657&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/3552539365841390657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/3552539365841390657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/10/esplicaes-sobre-o-artigo-abaixo.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-2992269949408541612</id><published>2007-10-04T16:48:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T17:03:07.859-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;Sobre vegetarianos e “vegetarianistas”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Por favor, quero de uma empada de palmito.” Imediatamente ergui os olhos. Achei algo familiar naquele pedido. Afinal, não é todo mundo que prefere palmito a uma infinidades de opções como carne-seca, frango, bacalhau etc. Deve ser vegetariano, pensei. Olhei minunciosamente o sujeito. Magro, de uns 40 anos, calça caqui, camisa azul de botão e manga curta para fora da calça, barba muitíssimo bem aparada, semi-calvo, o cabelo restante cortado rente. Um vegetariano clássico. Principalmente, por uma certa aura de santidade, dessas que ungem os que não matam nem um simples inseto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu, comendo o meu pão com lingüiça, senti-me envergonhado diante daquele sujeito. Estava quase terminando meu lanche quando ele fez outro pedido. “Por favor – esse sujeito, muito educado, só usava o por favor – eu quero agora um sanduíche sem lingüiça, só o molho.” Habituado com o pedido inverso, o balconista caprichou na lingüiça, não colocou nem um pimentãozinho sequer e o entregou ao sujeito. Ele sorriu sem graça e repetiu. “Não, amigo. É sem a liguiça. E pode caprichar no molho”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A cara do vendedor foi de quem estava diante de um maluco, o qual não se deve contrariar. Entendendo a inquietação do balconista, que caprichava agora na cebola, no tomate e no pimentão, o sujeito finalizou. “Cada cliente maluco que aparece por aqui né”. É, balbuciou o balconista, já atendendo mais outro freguês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não tive dúvidas. O sujeito era mesmo um vegetariano. Só um comedor de folhas vai ao Café Gaúcho, na rua São José, centro do Rio, e pede, ao invés do pão com lingüiça ou do sanduíche de carne-assada, um pão com cebola, tomate e pimentão. Eu sei disso porque também já fui vegetariano e pedia cachorro quente só com molho e batata palha. Nada de salsichas. Não é para me gabar não, mas eu tinha o mesmo bom humor do sujeito no Café Gaúcho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, nem todos os vegetarianos são assim. Com esse bom humor, essa aura de santidade e esse respeito pela vida. Hitler era vegetariano. Ao que consta, não era santo. Nem bem-humorado. Nessa minha imersão pelo fantástico mundo do vegetarianismo aprendi muito e convivi com todo o tipo de gente. Sei todos os tipos diferentes de vegetarianismo que existem. Até mesmo o pseudo-vegetarianismo, dos que afirmam de pés juntos não comerem carne. Só frango e peixe...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessa minha experiência, uma coisa me incomodava. O desrespeito dos carnívoros pelos que optam por não matar animais inocentes em benefício próprio. Certa vez, tive uma discussão com um tio sobre isso. Ele disse que não era bom ir na contramão do gosto da maioria. Eu respondi que ou admitíamos viver numa ditadura, ou reverenciávamos a democracia até mesmo no direito de escolher o que comer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De modo geral eu convivia bem com as piadinhas. Inclusive, aquela sobre levar uma mulher bonita para atrás da moita e comer a moita. Eu aceitava que os outros comessem carne e não me incomodava se a comessem perto de mim. A maior prova, registrada em fotografia, foi quando estive em Porto Alegre para cobrir o Fórum Social Mundial. Saí com amigos para conhecer a cidade e todos resolveram ir a uma genuína churrascaria gaúcha. O vegetariano aqui também foi. E fiquei muito feliz com as saladas, o arroz, a farofa etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora que voltei ao mundo dos churrascos, pães com lingüiça e demais acepipes carnívoros, uma outra coisa me incomoda. A pretensão de certos vegetarianos. Alguns, não todos, se acham os donos da verdade só porque não comem carne. Não praticam o pecado da gula, para chafurdarem no pecado da vaidade. De que adianta, então? Olham todos nós, simples carnívoros, com o nariz bem empinado e com uma certa expressão de nojo. Desses eu conheço aos montes. Estão por aí espalhando sua pretensa sabedoria. Encontram-se nos centros de curas espiritualistas, nas aulas de yoga, nos espaços esotéricos e até mesmo nas faculdades de direito. São advogados, psicólogos, professores de yoga, terapeutas e vários profissionais estudados, com grande carga de leitura, mas que – talvez por isso – se acham os donos da verdade. E daí pensam: “Salvem os animais, morte aos carnívoros”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa gente não respeita a diferença, embora sejam diferentes. No fundo, querem que todos sejam iguais a eles. Não suportam a diversidade. Fossem carnívoros, desprezariam os vegetarianos. Se pregam uma determinada religião, desprezam os fiéis de outra. Se são espiritualistas, não respeitam os ateus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conversava com a jornalista Vanessa Franquilino – também colunista da Revista Mandala – sobre esse assunto, quando ela criou um neologismo adequado para distingüir os vegetarianos tipo o sujeito no Café Gaúcho, dos intolerantes comedores de legumes. Estes deveriam ser chamados “vegetarianistas”, do mesmo modo que os radicais de esquerda – ou os radicias-de-esquerda-da-boca-pra-fora – são chamados de esquerdistas. Adorei a expressão. De agora em diante só vou respeitar os verdadeiros vegetarianos. Parodiando Machado de Assis, aos “vegetarianistas”, as batatas. Ou as acelgas, as alfaces, as couves de Bruxelas...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a construção de um mundo melhor, com paz, com fraternidade, sem miséria ou crianças passando fome é fundamental o cimento da tolerância, o tijolo da concórdia e os ladrilhos da compreensão. O vegetarianismo não vai tornar o mundo melhor. O que tornará o mundo melhor é o respeito. Assim, tanto eu poderei comer meu pão com lingüiça, quanto o sujeito no Café Gaúcho poderá comer sua empada de palmito e seu pão com cebola, tomate e pimentão, sem ninguém para recriminar o gosto de cada um.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e ex-vegetariano, mas não vegetarianista. rafael.marti@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-2992269949408541612?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/2992269949408541612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=2992269949408541612&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/2992269949408541612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/2992269949408541612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/10/sobre-vegetarianos-e-vegetarianistas.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-584206939638730318</id><published>2007-10-04T16:46:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T16:48:16.999-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;As lições do professor e do passarinho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu cursava, no primeiro semestre de 2003, o quinto período de jornalismo na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que representa, exatamente, a metade do curso. Devido à minha ansiedade excessiva, estava desesperado quanto às (péssimas) perspectivas de trabalho que se revelavam para meu futuro. Primeiro, eu não estava certo se queria ser jornalista. No máximo, um escritor. E ainda que fosse jornalista, não queria ser desses que cobrem polícia, escrevem sobre mortes, seqüestros etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dia, antes de uma palestra do jornalista André Trigueiro, apresentador da Globo News e especialista em meio-ambiente, expunha essas dúvidas para o chefe do departamento de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social (FCS), professor João Pedro Dias Vieira. Lembro que ele me perguntou se eu gostaria de fazer, no futuro, o mesmo que Carlos Heitor Cony, brilhante escritor e também jornalista. Eu respondi que sim. Que adoraria escrever crônicas e fazer comentários sobre política.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O professor João Pedro me respondeu que Cony começara na profissão como repórter setorista de polícia, galgando, aos poucos, até chegar a posição que ocupa hoje. E me deu a maior lição que eu aprendi nos quatro anos de faculdade. Disse: “Acredite no futuro. Imagine se o Cony desistisse da profissão porque não queria cobrir polícia. Imagine se o presidente Lula tivesse desistido de tentar depois da primeira derrota em 1989? Acredite sempre no futuro”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O professor João Pedro – atualmente diretor da FCS – não sabe, mas essa frase é como um mantra que utilizo todos os dias ao acordar. Está até mesmo gravada na saudação do meu telefone celular. E, embora já tenha agradecido pessoalmente, faço um agradecimento público por essa e outras lições.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de um ano, um fato engraçado e incomum ocorreu comigo. Estávamos eu e minha noiva andando pelo bucólico bairro do Grajaú, zona norte do Rio de Janeiro, quando vimos, na verdade ela viu, um filhote de beija-flor caído. Chegamos perto e constatamos que o pobre bichinho estava mais para lá do que para cá. Coberto de areia, pedras e terríveis formigas que o estavam devorando vivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos levá-lo à minha casa para dar-lhe uma morte um pouco mais tranqüila. Limpamos o beija-flor com um chumaço de algodão molhado com água e demos a ele a famosa mistura de água com açúcar, que depois eu descobri não ser a melhor para o bichinho, mas que o salvou de morrer de fome.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, passou um dia e nada do bicho morrer. Pelo contrário ele dava mostras de plena recuperação. Andava meio desengonçado, parecendo que tinha uma pata ou asa quebradas.&lt;br /&gt;Minha irmã pesquisou na internet e descobriu que se tratava de um beija-flor tesoura e não demorou muito para o chamarmos de Tesourinha. Ela comprou a comida adequada para o bicho que cada dia tinha mais fome e se equilibrava melhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para tirar a dúvida sobre sua pata, levamos o bichinho à clínica veterinária. Lá a médica nos disse que ele poderia ter quebrado a coluna ou a bacia, ou ainda ter lesionado a cabeça, o que resultaria em sua morte. Na melhor das hipóteses, a da coluna ou bacia quebradas, ele viveria para sempre conosco, já que não se adaptaria mais à vida selvagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte a essa terrível revelação cuidamos dele como um membro da família, afinal ele teria que ficar conosco. E no outro dia, logo bem cedo, quando eu fui pegá-lo para o seu desjejum (que chique!), não é que o safado fugiu de mim e ficou voando pelo meu quarto até se escafeder pelo basculante? Quando vi o bichinho já estava longe e feliz da vida com sua liberdade recém conquistada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é que um acadêmico da Uerj e um pequeno pássaro possuem em comum? Aquele me deu uma lição teórica, que procuro utilizar todos os dias em minha vida. Este me ensinou a colocar essa lição em prática.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O coitado do beija-flor estava desenganado pelos veterinários. Todo mundo achou que ele ficaria para sempre voando como uma galinha. E não é que o beija-flor surpreendeu todo mundo? Não vou afirmar que o pássaro acreditou no futuro, já que beija-flores não têm a capacidade de abstração e noção do tempo como nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, esse bichinho minúsculo tem muita coisa a ensinar para os seres-humanos. Não devemos jamais nos esquecer de quem somos. Nem acreditar no que dizem esses especialistas em política econômica: “O mundo é assim mesmo, não vai mudar. A economia de mercado é a melhor, pois ele dá conta de tudo. A dívida externa deve ser paga religiosamente etc., etc., etc.”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Podemos estar com as maiores limitações do mundo, as maiores dores e dificuldades. Podemos viver em um mundo com o pior sistema econômico, que nos submete às piores humilhações. Mas temos todo o futuro pela frente, que traz consigo a maravilhosa oportunidade de mudança. Óbvio que ela só virá se o plantio for feito anteriormente. Porém só teremos forças para plantar se seguirmos a lição do professor: acreditarmos no futuro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E já que – como canta Caetano Veloso – o nosso destino é brilhar, como o do passarinho é voar, brilhemos, pois. E que se danem os economistas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e acredita no futuro. &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:rafael.marti@gmail.com"&gt;&lt;em&gt;rafael.marti@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-584206939638730318?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/584206939638730318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=584206939638730318&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/584206939638730318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/584206939638730318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/10/as-lies-do-professor-e-do-passarinho-eu.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-3790182018703316391</id><published>2007-10-04T16:42:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T16:46:02.127-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;A política e seus mistérios&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de começar a dissertar sobre o tema desse mês, devo compartilhar com os meus leitores um estranho mistério que tomou conta de mim. Sentei a frente do computador durante dois dias e não consegui escrever uma linha sequer para a revista. Nunca-na-história-desse-país isso tinha me acontecido. E isso não é papo de machão para dizer que nunca broxou não. É a mais pura verdade. Fiquei só, eu e a tela em branco do editor de texto. Sem umazinha palavra. Uma virgulazinha ou pontozinho para pôr fim a minha angústia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O editor Guaracy Pintto tinha me pedido que escrevesse sobre os mistérios na política. Mas eu estava e estou agastado com esse assunto. Política é um saco mesmo, admito. Desses sem fundo. E creio que de tão chata, os leitores não querem mais saber dela. Nem de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensei em escrever sobre os mistérios do amor. Mas o amor é, por definição, indefinível. Não se fala sobre ele. Vive-se. Pensei em falar sobre os mistérios da fé. Mas a fé é um campo complicado, pode-se ferir, sem querer, a suscetibilidade de alguém. E nada do texto fluir. A página continuava em branco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então resolvi deixar de frescura e falar logo sobre os mistérios da política. O problema desse assunto é que – além de chato e meio pesado – ele é um mistério para mim. E para toda a nação brasileira também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Creio que existem dois tipos de mistérios na política. Ou melhor, existem mistérios relativos a duas representações distintas da política. Um são os mistérios da política vivida nos movimentos sociais, partidários, estudantis etc. Outro são os mistérios vividos na vida política institucional, no Congresso, câmaras, Presidência, prefeituras etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para mim, que nunca tive nem terei cargo eletivo – graças a Deus! – o segundo tipo de política é um mistério ainda maior do que o primeiro, que conheço razoavelmente, especialmente a política estudantil e sindical.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo participei do movimento estudantil e me envolvi com sindicatos. E confesso que o maior mistério para mim é a linguagem usada pelos participantes. Era um tal que “questão de ordem” para cá, “análise de conjuntura” para lá e uma série de outros jargões como companheiros, camaradas etc. Eu confesso que não entendia em que língua os “companheiros” se comunicavam. Só sei que não era o português.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro grande mistério para mim era o que eles estavam fazendo ali, nas reuniões e assembléias. Política seria a resposta óbvia. Mas o que é fazer política permanece um desafio até hoje para mim. Quando me envolvi nesses movimentos, eu acreditava que a política era a maneira mais direta e eficaz de ajudar as pessoas. Era a forma mais perfeita de caridade, na qual poderíamos dar emprego, pão, cultura, educação e saúde para todos os necessitados. Era a forma de organizarmos o reino dos céus na Terra. Era um modo de vida idealista e fraterno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Qual não foi minha decepção quando descobri que isso nada tinha a ver com a política como ela é. E já nos movimentos sindicais, sociais e estudantis, verificam-se os vícios que chegam até a política institucional. Vaidade, orgulho, vontade de aparecer e falar e nenhuma de realizar. Eu me sentia um alienígena na multidão. Quando eu procurava saber como aquilo que discutíamos influenciava na vida do nordestino que sofria com a seca e passava fome, ninguém me respondia. E o mistério continuava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembro que apenas uma vez falei em uma assembléia. E não por timidez, mas por bom senso. Era preciso. Nas demais eu me abstinha de falar porque outros já tinham dito por mim. Mas eu confesso, sem sombra de orgulho pessoal, que era uma exceção. A maioria repetia as idéias do seu antecessor, modificando apenas algumas palavras. Tinham necessidade de aparecer. Muitos para conquistarem as mulheres. Outros para massagearem seus egos. E eu calado, sofrendo em silêncio e pensado: “o que estou fazendo aqui”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mistério persistiu. Mudei eu. Afastei-me desse tipo de política só mantendo contato com o mundo sindical por força da profissão. Mas ainda acredito que a política pode se tornar a forma mais perfeita de caridade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O outro tipo de político é ainda mais misterioso. Nem eu, nem o Brasil inteiro entendemos como o inimigo de hoje, do qual você quer distância, ameaça processar e outras coisas, vira o aliado inseparável de amanhã. Um dia Lula odeia Sarney e Renan Calheiros. No outro eles são amigos de infância. Isso, sem mencionar as alianças esquisitas que a esquerda e a direita fazem por aí.&lt;br /&gt;Mas o maior de todos os mistérios é o governo Lula. Um partido e um candidato que levantavam a bandeira da ética na política, que prometeram mudar o jeito de se fazer política no Brasil, acabaram se tornando iguais aos demais. Caíram na vala de lama comum na qual os outros políticos e partidos chafurdam faz tempo. Acho que esse mistério ainda está para ser desvendado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, mistério é uma coisa boa. Planta em nós a vontade de desvendá-los. Só que esses mistérios na política fazem com que nos afastemos dela. E a deixemos para os aproveitadores do povo, que enriquecem à custa da miséria e do sofrimento de muitos. Tenho um conhecido que diz: “na política até boi voa”. Como se isso fosse uma verdade indiscutível e absoluta, simplesmente nos resignamos, mas não devíamos. Chegará um dia que na política o boi vai ficar paradinho pastando. E todo mundo se comunicará em português.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e prefere os mistérios do amor aos da política. &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:rafael.marti@gmail.com"&gt;&lt;em&gt;rafael.marti@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-3790182018703316391?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/3790182018703316391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=3790182018703316391&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/3790182018703316391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/3790182018703316391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/10/poltica-e-seus-mistrios-antes-de-comear.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-7924981363727653292</id><published>2007-05-30T08:27:00.000-03:00</published><updated>2007-11-06T10:17:46.574-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:16;" &gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,51,153);font-size:180%;" &gt;A grande família universal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial"&gt;Consta no evangelho de Mateus que Jesus, sendo avisado sobre a chegada de sua mãe, perguntou: “Quem é minha mãe, quem são meus irmãos?” (Mt 12, 48). E, virando-se para os discípulos, completou: “Eis minha mãe e meus irmãos, porque são todos aqueles que fazem a vontade de meu Pai, que está nos céus”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;Em uma análise apressada, pode-se pensar que tal frase é mentirosa ou contraditória. Afinal como Jesus, o símbolo máximo de perfeição que já encarnou na Terra, poderia renegar sua própria mãe? Na verdade Jesus não quis em nenhum momento desrespeitar Maria, nem assim o fez. O que ele queria era alertar a todos nós sobre a realidade da vida.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;Todos os seres humanos fazem parte de uma grande família universal. Só que infelizmente, passados dois mil anos após a vinda do mestre, a humanidade ainda não entendeu quem sãos seus pais e irmãos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;Israelenses e palestinos massacram-se mutuamente. Guerras civis assolam a África. Iraquianos são massacrados pelo exército americano. A fome, causada pelas políticas econômicas equivocadas e não por questões ambientais, dizimam milhares de crianças na Ásia, África, América Latina. A China não respeita os direitos humanos, especialmente o direito do Tibet em ter sua auto-determinação.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Homens e mulheres são escravizados no interior do Brasil. Crianças brasileiras são aliciadas pelo tráfico. Idosos são abandonados nas filas do INSS.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;Em cada canto do planeta presenciamos exemplos de que o homem se torna lobo do homem, martirizando-o, destruindo-o, odiando-o. Em poucos momentos vemos a fraternidade ser praticada. Na maioria dos casos, o homem não consegue nem mesmo tratar sua família sanguínea com o respeito e o carinho devidos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;Quando Jesus perguntou quem era sua mãe e quem eram seus irmãos, na verdade quis dizer que toda a humanidade era seu pai, mãe, irmão, irmã. Ele era repleto de amor e por muito amar a humanidade nos deixou seu exemplo. Ele mesmo dizia, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Ou ainda, para aqueles que queriam servi-lo, “conhecerei meus discípulos por muito se amarem”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;O amor que Jesus nos incita é a única saída para os males do mundo. Desde a destruição do meio ambiente, até a violência urbana, passando pelos conflitos familiares. Só com esse amor universal poderemos compreender, tolerar, servir, aceitar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;A revolução francesa propôs igualdade, liberdade e fraternidade. E em nome delas, matou, condenou, destruiu. A verdadeira fraternidade é a que Jesus nos ensinou. O amor aos inimigos, o perdão incondicional das ofensas, a bondade infinita, dar a outra face ao nosso agressor. Infelizmente, o mundo de hoje está pautado pelo individualismo e pelo orgulho. Por isso a ideologia do Cristo e sua proposta de vida parecem tão distantes da nossa realidade. Mas não são impossíveis de serem implementadas. “Vós sois deuses”, nos lembra o Mestre. E prodígios enormes poderemos fazer em nome desse amor. Inclusive perdoar o inimigo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;Só com essa fraternidade ensinada pelo carpinteiro da Galiléia é que conseguiremos enxergar a humanidade como nossa verdadeira família. E enxergando toda a humanidade como nossos irmãos, poderemos construir um mundo melhor.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;Um mundo onde não existam mais crianças largadas, sem lar, escola e amor, já que todas as crianças do mundo serão nossos filhos muito amados. Um planeta sem idosos maltratados e jogados a sua própria sorte, tendo que, muitas vezes, mendigar para conseguir os proventos necessários a sua subsistência. Um quadro assim não existiria, afinal esses idosos são nossos pais e mães muito queridos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;Por fim, repletos desse amor e dessa fraternidade, poderemos construir um mundo onde exista algo que todos queremos, mas poucos fazem por merecer. Paz.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-FAMILY: arial"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Calibri','sans-serif';font-size:11;"  &gt;Rafael Martí é jornalista. rafaelmarti@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-7924981363727653292?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/7924981363727653292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=7924981363727653292&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/7924981363727653292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/7924981363727653292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/05/grande-famlia-universal-consta-no.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-1738334167540657496</id><published>2007-05-30T08:23:00.000-03:00</published><updated>2007-11-06T10:17:18.652-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,51,153);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;A verdadeira arte de gostar de mulher&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Em 2005, escrevi esse texto para a revista Simplesmente Bonitta, que era publicada pela Mandala Publicações. Depois eu o publiquei no blog Mulé Burra (www.muleburra.com). O texto fez tanto sucesso que se espalhou pela internet. Só que com um detalhe. Eu me transformei ora no Arnaldo Jabour, ora do Luis Fernando Veríssimo, ora no autor desconhecido, citados como os autores do texto. Fiz uma remodelada nele e estou republicando-o para que não pairem mais dúvidas quanto à paternidade da criança. Nada mais atual nem pertinente. E minhas idéias continuam as mesmas de dois anos atrás.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;*****************&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;Nos meus tempos de graduação em jornalismo na Uerj, fui assistir a uma palestra do fotógrafo André Arruda, que foi do JB, Globo e trabalhava, entre outras coisas, com moda. Em determinado momento da palestra ele relatava a sua experiência em fotografar nu artístico e soltou a seguinte frase: "para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher". Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia óbvio, mas antes que alguém comentasse ele completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua. Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada calcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso - afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="q1"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher são necessários outros requisitos que são raros. Por isso a mulherada anda tão insatisfeita. Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la a cada dia não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="q1"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso. Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Levar flores no trabalho sem nenhum motivo a não ser o de ver seu sorriso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="q1"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;É escutar pacientemente todas as queixas da chefa rabugenta, que provavelmente é assim porque seu homem não gosta de mulher. O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim com a qualidade do sexo que teve. Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida. O homem que gosta de mulher não come mulher. Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro, da personalidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="q1"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Para amar verdadeiramente uma mulher o homem deve ser totalmente fiel, amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante que tem que ser tentado várias vezes. E isso nos dá a dimensão do impenetrável universo feminino. Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar de mulher e penetrar em seu universo não é torná-las cativas e sim libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="q1"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Como se vê, gostar de comer mulher é fácil. Agora gostar de mulher é dificílimo. Precisa ser macho de verdade para isso. Quem se habilita?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Rafael Martí é jornalista e adora mulher, mas só tem olhos para sua morena. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal;font-family:'Arial','sans-serif';" &gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;i&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt; (o texto completo pode ser acessado em http://rafaelmarti.blogspot.com)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-1738334167540657496?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/1738334167540657496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=1738334167540657496&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/1738334167540657496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/1738334167540657496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/05/verdadeira-arte-de-gostar-de-mulher-em.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-982986597405572044</id><published>2007-02-06T21:33:00.000-02:00</published><updated>2007-02-06T21:34:15.981-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 24pt; font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Dinheiro: ótimo servidor, péssimo senhor&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: justify;"&gt;Provavelmente você já ouviu o ditado: “dinheiro não traz felicidade. Manda comprar.” Ou ainda uma outra versão: “dinheiro não traz felicidade, me dá o seu e seja feliz”. Infelizmente o ditado, dito em tom de blague, é uma verdade para muitos. Pessoas que só pensam em dinheiro por acreditarem que esse traz consigo o segredo da felicidade eterna. Uma pena.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;E quanto mais se tem dinheiro, mais dinheiro se quer. Afinal, nunca será o bastante. E por quê? Simplesmente porque como dinheiro nunca trará felicidade, o sujeito vai acumulando, acumulando e acha que falta mais e mais para finalmente ser feliz.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;Admitido que a idéia do dinheiro não trazer felicidade é piegas e senso comum. Afinal, dinheiro traz em si a possibilidade de dar uma melhor educação formal aos filhos, cuidar melhor da saúde em contraponto ao caos da saúde pública, viajar para lugares inesquecíveis.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;Porém o dinheiro não dá a educação moral aos seus filhos. Nem te impede de ficar doente, com câncer ou algo mais drástico. Muito menos lhe traz a maior viagem de todas: o auto-conhecimento.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;“Ah, então vá viver numa colina do Tibet meditando, já que você não liga para dinheiro, porque eu ligo”, me interpela um mal humorado de plantão. Não se trata de viver uma vida ascética. Eu não proponho isso. Até porque existem confortos dos quais sinceramente não vejo motivo – ainda – para abrir mão, como computador, cinema, DVD, jornais, livros etc. E para todos esses, você precisa de algum dinheiro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;O problema é o tipo de relação você tem com o “vil metal”. Se ele for seu senhor, meu amigo, você está perdido. Mas se ele for seu servo, aí você pode ter a qualidade de vida que o dinheiro, convenhamos, pode muito bem proporcionar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;Essa relação é mais ou menos como a relação do Eu e do Ego que está no Bhagavad Gita, livro sagrado na cultura hindu. Nele está escrito que o Ego é um excelente escravo, mas um péssimo senhor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;Se passarmos a ver o dinheiro como um instrumento, importante, é verdade, mas um mero instrumento, não passaremos a nossa vida inteira correndo atrás dele para então sermos felizes. Seremos felizes com ou sem dinheiro e trabalharemos duro para ter o mínimo de conforto necessário para se viver.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;Talvez muito da busca enlouquecida pelo dinheiro seja por nossa índole consumista. Cheguei a essa conclusão após ler os livros do escritor Gustavo Cerbasi. Ele trata sobre finanças pessoais nos livros &lt;i style=""&gt;Dinheiro: os segredos de quem têm &lt;/i&gt;e &lt;i style=""&gt;Casais inteligentes enriquecem juntos&lt;/i&gt;, ambos da editora Gente. Resumidamente, seu objetivo é ensinar as pessoas a pouparem, não gastarem com supérfluos e aprenderem a investir para que possam passar a velhice com uma renda mensal garantida sem depender da aposentadoria do governo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;Ao ler Gustavo Cerbasi, minha visão mudou completamente. Nunca fui muito consumista, nem achava que só com dinheiro eu poderia ser feliz. Mas percebi que gasto com muita besteira, que foram devidamente cortadas sem perda nenhuma do meu conforto com qualidade de vida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;Uma das principais coisas que ele fala em seus livros é que poupar dinheiro não significa abrir mão do prazer. Ele apenas mostra que as coisas mais prazerosas da vida se fazem com pouco ou nenhum dinheiro. Para quê encher o filho de videogames caros, se podemos sair com ele para jogar bola ou soltar pipa no parque? Para quê levar a esposa a jantares caros, se podemos preparar um jantar romântico no aconchego de nossa casa?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;Perdemos tanto tempo querendo compensar, com coisas caras, nossos filhos e cônjuges da nossa ausência, que não prestamos atenção em certos gestos feitos sem nenhum dinheiro e com uma eficácia bem maior.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;Há um provérbio chinês que diz que o dinheiro compra o sexo, não o amor, compra a amizade, não o respeito, compra tratamentos médicos, mas não a saúde. Espertos esses chineses. Não é à toa que há previsões econômicas que colocam a China como a maior potência mundial num período de 20 anos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;E nem me importo se é senso comum – o que todo jornalista deve evitar –, mas dinheiro não traz mesmo felicidade. Eu, inclusive, num gesto de caridade pelo meu leitor, aceito o seu dinheiro como prova de que quero o seu bem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;Rafael Martí, como todo jornalista que se preza, é capaz de abstrair o dinheiro, já que não tem nenhum. Número da minha conta para depósito de alguma grana em http://rafaelmarti.blogspot.com&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-982986597405572044?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/982986597405572044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=982986597405572044&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/982986597405572044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/982986597405572044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/02/dinheiro-timo-servidor-pssimo-senhor.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-8752952415726273571</id><published>2007-02-06T21:30:00.000-02:00</published><updated>2007-02-06T21:33:29.189-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: left;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:18;" &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;As sereias pós-modernas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segundo a mitologia, sereias são seres fantásticos, metade mulher, metade peixe, que encantavam os marinheiros distraídos e os levavam para o fundo do mar. Consta, nas lendas, que apesar de estarem sendo arrastado para um destino terrível – morrer afogado e virar comida de peixe – os pobres coitados iam com um sorriso no rosto, desses que uma criança dá quando ganha um sundae de chocolate.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No Folclore brasileiro, a sereia mudou de nome e habitat. Passou a se chamar Iara e a freqüentar os inúmeros rios de nossas florestas. Mas seu objetivo perverso era o mesmo. Afogar os desatentos seduzindo-os com seu canto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em tempos de pós-modernidade e globalização, os mares e sereias são outros. Por oceano, temos as TVs a cabo, com tela de plasma, digital etc.. E, como nos mares de verdade, o assombro da descoberta convive com os perigos de um naufrágio, um monstro marinho ou, pior, uma sereia. Porque os monstros marinhos nos incitam à luta. Os naufrágios, à busca pela sobrevivência. Mas as sereias iludem e impedem qualquer ação, a não ser a entrega sem resistência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;São esses “programas sereias” os mais perigosos. Isso explica o fenômeno do Big Brother Brasil, que já está em sua sétima edição. Ele seduz o espectador pouco ou nada crítico a um entretenimento de baixa qualidade. E reforça em sua consciência o destino de uma nação: a exclusão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Porque, como já escrevi em outro artigo na Revista Mandala, o programa BBB é, além de um monumento à mediocridade, uma ode à exclusão. E homenagear a exclusão, em um país onde um terço da população é subnutrida ou passa fome, é um crime.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Porque se nos acostumamos com a exclusão e passamos a achar natural que o homem é lobo do próprio homem, como mudaremos o Brasil? Melhor então mudar a bandeira nacional e no lugar de &lt;i style=""&gt;Ordem e Progresso&lt;/i&gt;, colocar Violência e Exclusão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas não demonizemos a rede Globo de televisão. Sozinha, ela nada poderia fazer para destruir o Brasil. Nem é capaz de manipular mentes, obrigando todo mundo a assistir o BBB. Isso é que muitas pessoas não entendem. Acham que a Globo faz e acontece e é a personificação do mal no mundo. Mas ela é APENAS uma empresa CAPITALISTA como outra qualquer. Assim sendo, é regida pelo mercado, lei da oferta e da procura. Como diriam os americanos, &lt;i style=""&gt;business as usual&lt;/i&gt;, ou seja, somente negócios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela só nos oferta o BBB porque é lucrativo para a Globo. E só é lucrativo porque tem publicidade. E a publicidade só aparece onde tem audiência. E quem faz a audiência são todos os pobres marinheiros que assistem a esse programa. Sem falar em quanto os telespectadores gastam com as chamadas telefônicas para EXCLUIR as pessoas. Provavelmente muitos dos carrascos dos BBBs mal têm comida no prato, vivem sem saneamento básico, mas, já que o Estado brasileiro os exclui, eles têm que excluir alguém. É o peixe maior devorando o peixe menor. Já vi muita gente boa reclamando do programa, mas assistindo. Não importa se nós gostamos ou não do BBB. Os medidores de audiência são quantitativos. Só captam se o programa é assistido. E não se gostamos dele. Porém, os medidores de audiência partem de uma lógica razoável. Afinal, quem assiste a um espetáculo do qual não gosta?&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além disso, parece que nessa edição eles impediram a participação de gente normal – como se normais fossem os que se sujeitam a isso. Só corpos sarados de mulheres óbvias, futuras capas de revistas masculinas, e homem igualmente malhados, sem cérebro. Um culto ao corpo vazio, ao ócio nada criativo. E o pior, um culto ao enriquecimento sem trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O problema não é a televisão em si. Ela é como o mar. E como tal não é bom nem mau &lt;i style=""&gt;a priori&lt;/i&gt;. Os programas que nela são veiculados é que tem algum valor. Se todos nós dermos audiência para programas educativos ou de humor inteligente, sabe quando serão produzidos novamente os BBBs da vida? Nunca. Na sociedade capitalista, o cidadão exerce sua cidadania através do consumo. Nós mandamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sendo sereias esses programas não seriam irresistíveis? Por um lado seu poder de sedução é duplo: pelos olhos e pelos ouvidos. Mas tem uma fragilidade que as sereias da lenda não tinham. Você sempre pode se livrar deles desligando a TV.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rafael Martí é jornalista, odeia o BBB e não assiste ao programa. rafaelmarti@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-8752952415726273571?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/8752952415726273571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=8752952415726273571&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/8752952415726273571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/8752952415726273571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2007/02/as-sereias-ps-modernas-segundo.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-116579257096272157</id><published>2006-12-10T21:12:00.000-02:00</published><updated>2006-12-10T21:19:58.843-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Então é Natal... E daí?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;publicado na revista Mandala, em dezembro de 2006&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;Huuuuuuuuummmmmmmmmmmm. Fim de ano chegando e lá vem aquela mistura de aromas e sabores que conhecemos tão bem. Bacalhoada na casa da avó, peru de natal, aquela farofinha, tender... Huuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmmmmmmmmm. A parte ruim são aquelas musiquinhas natalinas bregas ou aquele CD da Simone que você não agüenta mais ouvir, blllllllllleeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrrrrrggggggggggg. Mas tudo bem, sem traumas. Vamos abrir uma exceção, afinal é Natal e você até deixa uma lágrima cair furtivamente, entre uma comilança e outra, ao escutar pela enésima vez a versão em português da canção Happy Christmas, do John Lennon. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;O diabo é que de tanto falar de Natal, nós esquecemos o que ele realmente representa. “Ah, pára de baboseira, eu odeio o Natal”, comenta uma pessoa rabugenta. “Época da hipocrisia generalizada, na qual todo mundo finge que é feliz”, finaliza. OK, admito que muitos fingem mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;Sorriem para a cara de deboche do primo picareta, ou para a tia alcoviteira que detestam. Até mesmo abraçam aquele chefe maluco nas festas de confraternização da empresa. E em muitos está escrito na testa a hipocrisia desse ato. Mas será que todo mundo compartilha a mentira e sai por aí falando e fazendo coisas boas sem sinceridade? Não sei. Tenho a impressão de que mesmo com tanta hipocrisia grassando solta por aí, o espírito do Natal é tão mais forte que consegue contaminar todo mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;Porque Natal, pessoas que detestam essa data, não é presentinho no pé da árvore não. Nem é ostentação de comidas caras. Natal é outra coisa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;“Aaaaaaahhhhhhhhhhhh você vai falar daquele hippie cabeludo chamado Jesus, não é? Mas eu te provo por A + B que ele não nasceu no Natal, isso é invenção da Igreja”, continua o rabugento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;Eu me rendo às evidências. Ele provavelmente não nasceu no Natal mesmo. Até porque naquela época não existia cartório e certidão de nascimento. Mas isso não me importa. O fundamental é a essência que essa data representa. No Natal, minha gente de mal com a vida, nós comemoramos o nascimento de Jesus. Não o Deus vivo, mas o homem que venceu o mundo. Ele mostrou que era possível ser bom em meio aos maus. Que era possível ser simples e puro em meio aos hipócritas e mal intencionados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;E daí aprendemos uma série de sentimentos e posturas, que, apesar do Papai Noel daquele refrigerante de cola famoso, não foram de todo esquecidos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;“Tsc, tsc, tsc, tsc, tsc, tsc, tsc, tsc, já está sendo piegas”, reclama o meu amigo rabugento. Sim, levemente piegas, mas, ora, é Natal. Tempo de ser piegas e acreditar que aqueles poucos dias de gentileza e caridade podem e devem durar por todo o ano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;Meus amigos que não gostam de Natal. Meus amigos que gostam do Natal só por causa dos presentes e das comidas (esqueci de mencionar as rabanadas, mas é porque dessas, eu não gosto muito). Vamos olhar com outros olhos essa festa que, como o vestibular e o carnaval, tem todo ano. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;Natal &lt;b style=""&gt;não&lt;/b&gt; é tempo de amor, de paz, de harmonia, de felicidade e de união. “Mas que maluco!?”, reclama mais uma vez o rabugento. “Como você pode se contradizer tanto, ô colunista doido?”, indaga. Calma. Deixe-me explicar uma sutileza. O Natal não é tempo de solidariedade e dos demais sentimentos nobres mencionados simplesmente porque esses sentimentos devem ser vivenciados &lt;b style=""&gt;todos&lt;/b&gt; os dias. O Natal serve apenas para nos lembrar de que está faltando alguma coisa em nossas vidas e que elas poderiam ser bem mais leves, divertidas e harmoniosas, se todos os dias se transformassem em um belo dia de Natal. Só não vale comer aquelas gostosuras 365 dias no ano. Assim não tem academia que dê conta!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;Amigos leitores, amantes do Natal ou ex-rabugentos que espero ter convertido, que o Natal desse ano seja de reflexão, mais do que de euforia. E que o ano de 2007 seja o primeiro ano no início da construção de um mundo sem fome, sem crianças vendendo sua inocência nos sinais, sem agricultores sem-terra, sem pais de famílias desempregados, sem guerras, sem torturas, sem assassinatos, sem tiranias e sem corrupção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;Pensem nisso os que me lêem e façamos desse mundo um lugar onde todos os dias seja celebrado o nascimento do Cristo em nossos corações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;Aí sim, eu vou poder desejar a todos os que vivem, sem exceção, um feliz, muito feliz mesmo, Natal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:arial;" &gt;Rafael Marti é jornalista e espera o ano todo só pra comer aquela bacalhoada feita pela avó. Mais textos reflexivos em http://rafaelmarti.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-116579257096272157?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/116579257096272157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=116579257096272157&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/116579257096272157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/116579257096272157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/12/ento-natal.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-116376621497021781</id><published>2006-11-17T10:21:00.000-02:00</published><updated>2006-11-17T10:23:34.986-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-weight: bold; font-family: trebuchet ms; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size: 22pt;"&gt;Carta ao presidente eleito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;publicado na Revista Mandala de novembro de 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 22pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;Excelentíssimo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva,&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;Em primeiro lugar devo cumprimentá-lo por mais uma vitória eleitoral após dois anos de ataques constantes da oposição e da imprensa. Quis o meu povo que o senhor fosse reeleito presidente da república em detrimento dos canalhas do PSDB e sua sanha privatista. Parabéns.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;Há quatro anos eu estava nas ruas comemorando sua primeira vitória. Fui ao Leme ver o pôr do sol, depois rumei para a Cinelândia, palco histórico de tantas manifestações populares. E meu rosto, senhor presidente, se fez gigantesco para que corressem tantas lágrimas contidas. Finalmente, pensei eu, alguém que passou fome, conheceu a miséria, a prisão injusta, foi eleito. Finalmente o povo brasileiro será protagonista de sua própria história. E eu viverei em um país no qual crianças terão escola e lar, comida e cultura. Um país livre e soberano, sem a ditadura do FMI sobre nossas cabeças. Um país, enfim, justo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;Por isso chorava, senhor presidente. De alegria, por sua vitória, e de revolta, por tudo o que os opressores e traidores fizeram a nós outros e a nosso patrimônio. Meu choro era um desabafo que se perdia entre o choro de milhares de pessoas aglomeradas nas praças de todo o país comemorando sua vitória.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;No dia seguinte a sua conquista, o senhor nos disse que se ao final de quatro anos todos os brasileiros tivessem três refeições diárias, teria cumprido a missão de sua vida. E eu novamente chorei. Como não se emocionar com alguém que elege o combate incansável à fome como, mais que uma plataforma política, uma missão de vida?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;O senhor não sabe, mas naquele momento eu estava disposto a ir às ruas defender seu governo. Esperava apenas uma convocação sua e eu iria até os mais distantes rincões brasileiros para ajudar na sua missão, pois não queria passar minha vida dando apenas um prato de comida aos necessitados. A maior caridade é promover a dignidade humana, com emprego, remuneração justa e educação humanista.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;Mas o senhor tomou posse e ao invés de apurar todos os crimes cometidos na nefasta era FHC, jogou a sujeira para debaixo do tapete. Ao invés de transformar esse país em um imenso tribunal para que o povo pudesse saber quem são os tucanos e pefelistas, o senhor preferiu seguir adiante como se nada tivesse acontecido. E dias após dias, decisões equivocadas no campo do meio ambiente, da reforma agrária e da economia, além de inúmeros escândalos se seguiram.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;O senhor, do alto de sua empáfia, não foi o líder que elegemos. Não foi suficientemente firme com o Zé Dirceu, o Palocci, Geoníno, Delúbio etc. Não os defenestrou como deveria. Até se prove o contrário o senhor de nada sabia. Mas deveria ter tido mais coragem ao demiti-los. Nenhum deles saiu pela porta dos fundos de seu governo. Todos pediram para sair e o fizeram pela porta da frente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;A minha decepção com o senhor foi maior que a alegria pela sua vitória em 2002. E qual não foi minha surpresa ao saber que teríamos que escolher no segundo turno de 2006 entre o sujo e o mal lavado. E o povo lhe escolheu. Mas não pense que isso foi uma aprovação ao seu governo. Mas a opção dada era tão pior, tão mais prejudicial ao povo brasileiro, que se preferiu seguir consigo ao tucano traidor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;Rezo a Deus todos os dias que ele lhe lembre de sua biografia, das greves heróicas e das lutas sociais. Que Deus lhe lembre da sua missão: fazer com que cada brasileiro tenha três refeições por dia. Que Ele lhe lembre de criar empregos, repartir a riqueza, baixar juros, cuidar de nossas crianças abandonadas e resistir à tentação de fazer igual a todos os que estiveram em seu lugar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;O tempo que perdemos não volta mais, senhor presidente. O senhor não tem mais a autoridade moral para liderar o povo. Que faça pelo menos um segundo governo probo, honrado, que não manche ainda mais a sua biografia. Que faça coisas boas, que reduza juros, que invista na infra-estrutura e no setor produtivo. Porque se durante os oito anos de mandato suas principais conquistas forem o Bolsa-família – importante, mas insuficiente – e a não privatização da Petrobrás, terá sido o senhor, e não mais o povo, quem teve medo de ser feliz.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;Despeço-me por aqui senhor presidente. Que Deus lhe ilumine e que o senhor faça um governo decente. Que os próximos quatro anos lhe redimam dos quatro anos de seu primeiro mandato.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;Atenciosamente,&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;Um patriota sincero.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 14.2pt; text-align: left; font-family: arial;"&gt;&lt;i style=""&gt;Rafael Martí é jornalista e pede a Deus que esse segundo mandato de Lula não seja igual ao mandato que passou. rafaelmarti@globo.com&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-116376621497021781?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/116376621497021781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=116376621497021781&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/116376621497021781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/116376621497021781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/11/carta-ao-presidente-eleitopublicado-na.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-116108588733430660</id><published>2006-10-17T08:41:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T08:51:27.350-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nem vingança, nem castigo, apenas Justiça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;publicado na Revista Mandala, em outubro de 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);font-size:180%;" &gt;B&lt;/span&gt;rasil, o país da impunidade. Não são poucos os casos e descasos que nos fazem ferver o sangue latino. Escândalo de compra de votos para reeleição e as privatizações mal explicadas no governo FHC, mensalão do Lula e sanguessugas no campo da política. Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), no campo do tráfico de drogas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É só abrimos os jornais que, dia após dia, temos exemplos de bandidos impunes, seja os de colarinho branco, ou os traficantes da favela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O cidadão de bem logo pensa, não sem razão. “Bandido bom é bandido morto!” Mas será? Não tiro uma parcela de razão daqueles que tem raiva do descaso, da impunidade e da justiça corrupta, que só prende ladrão de galinha. Em muitos casos os juízes e advogados não são só corruptos como roubam mesmo, como nos casos do Juiz Nicolau dos Santos Neto (o juiz lalau de São Paulo) e dos advogados do crime ligados ao PCC.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tampouco não tiro o direito do cidadão honrado de pensar: “ah, aquele filho da mãe do Marcola (líder do PCC) deveria ser eletrocutado. O Lula deveria ser fuzilado”. Realmente a bandidagem, aos nossos olhos, homens de bem, é um acinte. Porém, muita calma nessa hora, amigo leitor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não é verdade que bandido bom é bandido morto. Isso pode ter servido na era medieval, antes da revolução francesa que legitimou valores como republicanismo, igualdade, justiça, fraternidade e, sobretudo, um ordenamento jurídico que defendesse o cidadão e desse a todos o direito de um julgamento justo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Pergunto a vocês. Matá-los é a solução? Logicamente que não. No caso dos traficantes e bandidos oriundos da favela, uma minoria nessas comunidades, diga-se de passagem,, você mata um desses e vem outro em seu lugar, já que essas famílias estão cada vez mais desestruturadas e incapazes de orientar seus filhos. Essa desestruturação é fruto do descaso do Estado e a falência dos valores morais. O resultado é que nessas comunidades há uma farta mão de obra a disposição do tráfico. Jovens abandonados pelo país sem nada a perder, só a vida, que, em sua própria avaliação, não é muita coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;“Ah, tudo bem, mas e os políticos corruptos? Eles merecem morrer!” Será? O sistema político vai continuar o mesmo. Mata um Lalau, ou um desses mensaleiros e sanguessugas, e outro vai aparecer na próxima legislatura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Pablo Neruda, poeta chileno, escreveu um poema contra aqueles que humilhavam sua pátria e matavam os trabalhadores em greve. O verso que mais se repetia era “eu quero castigo, exijo castigo”. Nós não podemos cometer esse equívoco por pior que seja o criminoso, ou seremos iguais a ele. Nada de castigo. Devemos lutar pela justiça. Não pela vingança. Se o cara roubou, ele deve ser julgado, seja rico ou pobre, e condenado no devido processo legal. Esse ritual garante que nenhum inocente seja injustiçado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Nós não podemos nos dar o luxo de descartar vidas humanas. O sistema prisional deve servir para socializar os presos e reintroduzi-los à sociedade. Alguém realmente acredita que o sistema prisional contribui para isso? As prisões brasileiras são escolas do crime, onde as pessoas saem piores do que entraram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Não podemos aceitar isso. As prisões devem educar os presos e socializá-los. Os presos devem receber educação formal e de valores éticos e serem obrigados a trabalhar e a aprender um ofício, aqueles que não o tem, ou a usar o que sabem em benefício da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Isso para todos. É claro que deve haver uma diferença entre os delitos. Um furto não é tão grave quanto um assassinato. E este não é tão grave quanto o desvio de dinheiro público, porque esse crime tira das crianças pobres o direito à educação e à saúde. Matando-as por falta de hospitais, ou roubando sua infância ao jogá-las no crime e na prostituição. De todos os crimes o roubo nos nossos impostos é o mais perigoso à sociedade. Mas nem esse deve ser punido com a morte. Absolutamente todos os criminosos devem passar pelo devido processo legal, sob pena de um dia nós, os honestos, sofrermos algum abuso ou injustiça. E não poderemos reclamar, porque nós alimentamos o monstro que nos persegue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic; color: rgb(102, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;Rafael Marti é jornalista, ama a justiça, mas não a vingança. rafaelmarti@globo.com&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-116108588733430660?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/116108588733430660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=116108588733430660&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/116108588733430660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/116108588733430660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/10/nem-vingana-nem-castigo-apenas-justia.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115893194004198499</id><published>2006-09-22T10:21:00.000-03:00</published><updated>2006-09-22T10:34:15.116-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1874/668/1600/saloma_header_pmn_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1874/668/320/saloma_header_pmn_1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:180%;"  &gt;Agora é Salomão 33104&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meus amigos, quem me conhece sabe que seu sempre me posiciono politicamente. Fiz campanha para o PT e Lula em 2002, e não me arrependo de ter feito isso naquele momento. Porém hoje, em tempos obscuros nos quais falar de política é quase proibido, eu me posiciono mais uma vez. Pelo menos com relação a um único cargo, o de deputado estadual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estou apoiando e fazendo campanha para Nilton Salomão (&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: arial;" href="http://www.niltonsalomao.com.br" target="_blank"&gt;veja site aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por quê? Porque ele já foi deputado e sempre se manteve ético. Além da ética, foi contra a privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), lutou contra o voto secreto na Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) e acabou com a pensão vitalícia que os ex-governadores recebiam, mesmo que tivessem exercido o mandato por apenas um dia. Além disso, lutou em favor dos idosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Salomão é ético, decente e preocupado com a coisa pública. Nele eu confio. Eu o conheci pessoalmente, estudei suas propostas e estou convencido de que será um excelente deputado estadual. Um interlocutor privilegiado do funcionalismo público e das pessoas de bem no meu estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:arial;" &gt;Não se esqueça. Se você vota no Rio, dia 1º de outubro é Salomão 33104.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115893194004198499?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115893194004198499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115893194004198499&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115893194004198499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115893194004198499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/09/agora-salomo-33104-meus-amigos-quem-me.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115893117721618511</id><published>2006-09-22T10:13:00.000-03:00</published><updated>2006-09-22T10:19:37.226-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms; color: rgb(204, 51, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O distraído e o ocupado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Caso você comente e eu não responda, não fique magoado comigo. Eu sou muito distraído e não tenho visitado muito meu próprio blog. Mas todos os que se comunicam comigo por e-mail (&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/a&gt;) são respondidos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Além da distração, estou muito ocupado ultimamente. Não se magoe, não se magoe muito. Não é nada pessoal, somente muitos negócios.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115893117721618511?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115893117721618511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115893117721618511&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115893117721618511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115893117721618511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/09/o-distrado-e-o-ocupado-caso-voc.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115750606398688640</id><published>2006-09-05T22:21:00.000-03:00</published><updated>2006-09-05T22:27:44.033-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;Publicado na Revista Mandala de setembro de 2006&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Drummond, quando eu nasci, um anjo torto, desses que vivem nas sombras, disse que eu seria gauche na vida. E, desde então, eu sou um insubmisso. Sempre perguntei os porquês de tudo. Talvez isso tenha me levado ao jornalismo, mais que minha paixão incontida por escrever. Revolta-me todas as injustiças nesse mundo. Machismo, racismo, injustiças sociais e econômicas, violências contra idosos, crianças, os desvalidos. Revolta-me a pobreza material, o descuido com a educação, os preconceitos de classe, religiosos e filosóficos. Acima de tudo minha alma se preenche de ira sagrada quando eu vejo um país tão imenso, com potencial tão grande quanto o nosso, ser tão descuidado e maltratado pelos líderes políticos. Todos querem se locupletar com nossas riquezas. Não importa o quanto nosso povo sofra. Desde o retirante nordestino, ao menino no sinal, esse é o preço que se deve pagar para que uns poucos tenham contas na Suíça, mansões e carros de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa grande razão, peço desculpas ao editor Guaracy Pintto que me pediu um texto sobre vícios. “Você pode escrever sobre os vícios na política”, argumentou. Os jornalões da grande imprensa já se encarregam de fazer isso todos os dias, digo eu. Manhã após manhã as manchetes denunciam propinodutos, mensalões, sanguessugas, anões do orçamento (para os mais esquecidos), compra de votos para reeleição (essa é obra do FHC). As mais pérfidas tramóias para nos humilhar, roubar e relegar a nosso povo um destino de fome e tragédia social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não vou falar de vícios. Às vésperas das eleições, vou falar de virtudes. Nossas virtudes, daqueles que pagam seus impostos em dia, que produzem riqueza, que amam o país. Virtudes minhas e suas, leitor. Está da hora do povo se revoltar e começar a botar esses canalhas para fora da vida pública. A começar pelo dia 1º de outubro. Nenhum mensaleiro, sanguessuga ou ladrão no Congresso. Vamos com nosso voto expulsar esses canalhas do templo da democracia. Caso eles sejam eleitos, vamos parar o país com uma greve geral e passeatas até que seja feita justiça e eles sejam trancafiados na cadeia que é o lugar de ladrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero, nem peço que nós peguemos em armas. Sou contra a violência. Mas entre a violência e a COVARDIA, existe uma distância gigantesca. Distância que pode ser preenchida, por exemplo, pela resistência não-violenta e pela desobediência civil organizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi libertou a Índia da maior potência imperialista, a Inglaterra, sem atirar num único inglês. NÓS PODEMOS, ou melhor, devemos VARRER PARA SEMPRE DA NOSSA HISTÓRIA POLÍTICA ESSA SÚCIA DE CANALHAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como? Não pagando nossos impostos até que o último bandido engravatado esteja preso a pão e água. Não cooperando com um governo de ladrões. Parando o Brasil até que eles desistam de sugar nosso sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles, e não nós, é que devem ter vergonha. Vergonha e medo de saírem às ruas. Se algum desses canalhas for a um restaurante, nós devemos nos levantar enojados, cuspir no chão e nos recusar a pagar a conta afinal o que o deputado ou governante nos roubou dá para pagar a conta de todos. Ou não pagamos a conta ou o corrupto é enxovalhado do restaurante e retirado a força e sob vaias. Que vá comer pizza entregue em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses Guimarães, o “senhor diretas”, em seu discurso mais inflamado contra o Regime Militar, disse: “Eu tenho ódio da ditadura. Ódio e nojo.” Faço minhas, as palavras do senhor Ulisses. Eu tenho ódio desses traidores. Ódio e nojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestidade já. Devemos nós, os honestos, lutar pelo nosso país. Enxotar esses crápulas como se faz com uma praga agrícola. Com o nosso mais poderoso agrotóxico: resistência não-violenta + desobediência civil organizada + voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, essa imensa pátria que a todos abriga, tem que ver finalmente que seus filhos não fogem à luta. E a batalha que nos aguarda é moralizar o país. Doa a quem doer. Fora os marajás da política. Chega desses ladrões no Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço um apelo a todos os patriotas que me lêem. Divulguem esse manifesto a toda a sua rede de relações. A tarefa que nos cabe é nos unir e lutar por uma pátria livre desses ratos, ou então morrer trabalhando por um Brasil livre, justo e feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;LIBERDADE, AINDA QUE TARDIA!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Rafael Martí é, antes de jornalista, um patriota. Copie esse manifesto indignado com os créditos e envie para todo mundo que conhecer.&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115750606398688640?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115750606398688640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115750606398688640&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115750606398688640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115750606398688640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/09/ou-ficar-ptria-livre-ou-morrer-pelo.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115515379646044721</id><published>2006-08-09T16:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T17:03:16.476-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;Pensamento do dia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Fracassei em tudo que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei uma universidade séria, não consegui. Mas meus fracassos são minhas vitórias. Detestaria estar no lugar de quem venceu."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Darcy Ribeiro (*1992 +1997)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só peço a Deus que antes de morrer eu possa falar a mesma coisa que ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115515379646044721?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115515379646044721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115515379646044721&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115515379646044721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115515379646044721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/08/pensamento-do-dia-fracassei-em-tudo.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115496209289910218</id><published>2006-08-07T11:45:00.000-03:00</published><updated>2006-08-07T11:48:12.916-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Sexo sem amor: poesia sem rima, prosa sem ritmo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;publicado na Revista Mandala, agosto de 2006&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Há três anos uma música da cantora Rita Lee ficou famosa ao comparar amor e sexo. E um de seus versos acabou se tornando o título de um livro do colunista de O Globo, Arnaldo Jabor: “Amor é prosa, sexo é poesia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de toda a canção, Rita Lee compara amor ao sexo. “Amor é um livro, sexo é esporte. Sexo é escolha, amor é sorte. Amor é divino, sexo é animal. Amor é bossa nova, sexo é carnaval”, diz. Sem entrar no mérito do moralismo barato dos religiosos hipócritas que impõe regras a seus fiéis, mas fazem tudo aquilo a que se opõem na teoria, muito menos criticar a nossa cantora, um dos maiores nomes do rock nacional, temos que analisar essa canção como um hino da humanidade desequilibrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que jamais houve época em que nós, ao menos nós ocidentais, conseguíssemos ver o sexo exatamente como ele é: um encontro entre duas almas para nos aproximar de Deus. Sim, pois é somente no intercurso sexual que os seres humanos, simples e imperfeitos podem se aproximar do Criador. Somos aí co-participes da criação, já que com o sexo conseguimos gerar uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que na relação não estejamos com o intuito de procriar, e para isso usemos as devidas proteções, mesmo assim a energia presente no encontro é a mesma. Trata-se da vida plena pulsando em cada segundo, para explodir em um orgasmo intenso que só uma relação onde os dois se entregam com respeito e carinho pode proporcionar. Eis aí nessa descrição uma prova de que o amor com sexo é a verdadeira poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sexo é capaz de ampliar os laços de afeto, respeito, entrega. É fundamental em uma relação homem e mulher. Pois a troca de energias os equilibra, já que precisamos tanto da energia masculina quanto da feminina para termos harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de séculos, no entanto, a visão do sexo variava desde os desvarios mais animalizados, presente nas bacanais de Roma, ao conservadorismo mais hipócrita pregado pela Igreja Católica Apostólica Romana, que tornou o sexo pecado e imundo, exatamente para ter o monopólio do contato com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao moralismo barato, surgiu nas décadas de 60 e 70 a noção de amor livre, onde o importante era fazer sexo com quem se quisesse sem os necessários vínculos de uma relação a dois. Mais uma distorção. Não muito diferente das bacanais romanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas visões estão radical e frontalmente longe da verdadeira essência do sexo. Já nos ensinava Buda que a sabedoria está no caminho do meio. Nem o sexo é uma coisa suja, nem deve ser praticado sem consciência, respeito e amor pelo outro. Nem libertinagem dos hippies e romanos, nem escravidão ao moralismo das igrejas, mas liberdade. É assim que o ser humano deve reger seu comportamento, nesse caso específico, o sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na relação sexual baseada pelo respeito, os limites do outro são aceitos. O outro não é um objeto de prazer e sim um sujeito de direitos, e essa visão sobre o outro pode ser levada a outros campos da vida. Ninguém é propriedade de ninguém, mas o respeito deve nortear qualquer relação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo encarado desse jeito o sexo é elevado, não precisa ser evitado nem afasta o ser humano de Deus. Por outro lado não precisa ser praticado com qualquer um, tudo em nome dos instintos mais primários, mas tachados com um belo nome de amor livre. Quando a humanidade entender que sexo não é instinto e sim a expressão máxima do amor pelo outro, não teremos mais tantas mulheres infelizes por não serem respeitadas pelos seus parceiros, nem casos de estupro, nem tanta violência no mundo. Afinal, ao menos em uma coisa os hippies estavam certos. Quem faz o amor não faz a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Rafael Marti é jornalista e praticante do sexo com amor. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115496209289910218?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115496209289910218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115496209289910218&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115496209289910218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115496209289910218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/08/sexo-sem-amor-poesia-sem-rima-prosa.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115444008879575452</id><published>2006-08-01T10:46:00.000-03:00</published><updated>2006-08-01T10:48:08.816-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Querido diário,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi alta na terapia semana passada. Minha psicóloga disse que eu estava recuperado e pronto para voltar a vida social novamente, sem representar nenhum perigo para a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um dia bem feliz, sabe meu querido diário? O sol estava lindo, e o céu.. Ah o céu estava de um azul diáfano – esse diáfano eu roubei das discrições do rio que cortava a cidade imaginária Macondo, do Garcia Márquez – e eu finalmente era um homem livre, leve, solto e analisado, sem ser afrescalhado, ok!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí cantando da terapia, acho que era uma música sertaneja. Ou seria um pagode? Tudo bem, tudo bem, eu estava curado das minhas neuroses ok? Não do meu mau gosto.&lt;br /&gt;Comi um quibe com refrigerante cola (nada de merchandising!) porque pastel e chope é coisa de paulista (blerg! – antes louco que paulista).&lt;br /&gt;Sai feliz da vida, para viver uma nova vida, em paz comigo mesmo, confiante e feliz. Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda, foi só parar em uma banca de jornal e tudo começou de novo. Capa de O Globo: massacre de crianças no Líbano; no JB: Lula e Alckmin devem ir para segundo turno (porque miséria pouca é bobagem não é? Para que sofrer com um só paulista se podemos ter dois para sacanear o país); no Jornal do Comércio: recessão na indústria; no Lance!, Mengão perde e está na zona de rebaixamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, quanta desgraça. Eu busquei a terapia para melhorar a impressão que eu tinha do mundo. Era um pessimista contumaz, que só via desgraça em tudo. Será realmente que eu estava curado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário, preciso de umas férias em Marte. Não, muito perto da Terra, essa vizinhança pode me deixar maluco. Já sei, vou partir para Plutão, porque putão com esse mundo eu estou faz tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo, umas férias eternas no outro lado da Via Láctea irão me fazer muito bem. Ar rarefeito e nada de luz do sol. Pelo menos não corro o risco de ter câncer de pele devido à destruição da camada de ozônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria aquela canção, pare mundo que eu quero descer. Mas antes vou deixar o telefone da minha terapeuta. Quem sabe o mundo não se anima e se trata um pouquinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Rafael Marti é jornalista e está ligeiramente desconfiado que o mundo está maluco. rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115444008879575452?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115444008879575452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115444008879575452&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115444008879575452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115444008879575452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/08/querido-dirio-recebi-alta-na-terapia.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115403264851860268</id><published>2006-07-27T17:30:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T17:41:23.320-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;Extra, extra, extra!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;pausa para uma propaganda pessoal&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não perca a entrevista com um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile. A entrevista foi concedida a mim e à repórter Carolina Rangel, do Sindicato dos Engenheiros, e republicada no excelente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;jornal &lt;a href="http://www.bafafa.com.br/noticias.asp?cod_categoria=6&amp;cod_subcategoria=0&amp;amp;cod_noticia=1502"&gt;Bafafá On Line&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115403264851860268?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115403264851860268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115403264851860268&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115403264851860268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115403264851860268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/07/extra-extra-extra-pausa-para-uma.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115322826429771230</id><published>2006-07-18T10:07:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T10:16:06.810-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;Valeu a intenção da semente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Revista Mandala de Julho de 2006&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Um dia, estava conversando com o editor do saudoso jornal Essência Vital, primeiro periódico onde trabalhei, sobre planos para o futuro e ele encerrou nossa conversa com uma lição a qual nunca mais esquecerei. Disse ele: “Rafael, seu problema é que você só olha para a meta, mas esquece da caminhada. Tenha menos ansiedade e observe as coisas a sua volta. Veja as belezas do caminho, as flores, espinhos, pedras, pássaros. Se você só olhar o fim, pode até chegar nele, mas não vai ter aprendido nada que o caminho pode oferecer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro se as palavras foram exatamente essas. Mas com certeza a lição foi aprendida em sua essência. Eu precisava deixar a ansiedade de lado e aprender a caminhar. Naquele momento, embora minha mente racional tenha compreendido sobre a necessidade de desacelerar meu tempo, eu não tinha efetivamente colocado em prática esse ensinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou guardado durante alguns anos até hoje. Não que hoje eu seja um monge zen, capaz de meditar por horas seguidas e não me importar com o trânsito louco, o vizinho que coloca aquele funk no último volume ou aquele chefe que você jura que não regula bem da cabeça. Mas pelo menos hoje eu consigo perceber que essas pedras são parte integrante da paisagem, da qual também fazem parte o sorriso da mulher amada, o riso com os companheiros de jornada, o gorjear dos pássaros, o pôr do sol. Logo, devemos, e isso estou aprendendo a duras penas, aceitar as rosas com os espinhos, ou a vida do jeito que ela é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agindo assim, o fim não perde sua importância. Ainda traçamos metas e as buscamos. Mas como o término da jornada não depende só de nós, mas também das circunstâncias nas quais estamos imersos, a felicidade passa a ser algo tangível quando estamos mais preocupados com nosso presente do que com um futuro distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a caminhada muitos poetas escreveram. Eu gosto muito de uma música do Almir Sater na qual ele diz: “ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais”. Em poucos versos de nossa língua um autor conseguiu ser tão profundo em tão poucas palavras. Todos nós somos apressados. E um dia chegaremos à sabedoria de andar devagar apenas para observar o caminho, sem nos preocupar com o fim em si mesmo, mas com a qualidade dos nossos passos até o ponto de chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro verso que me encanta é do poeta espanhol Antonio Machado. “Caminhante não há caminho. Se faz o caminho ao caminhar.” Esses versos mostram que muitas vezes o fim traçado se modifica com a nossa jornada. É fundamental que caminhemos com honestidade e amor ao caminho. Porque o fim dele não nos pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sem dúvida alguma a frase mais perfeita sobre isso é de Mahatma Gandhi. Ele disse certa vez que “a felicidade estava na luta e não na conquista em si. Por isso sacrifício total é vitória total”. Foi quando li essa frase que minha ficha caiu. Os fins não justificam os meios como diriam os maquiavélicos de plantão, mas os meios devem estar em sintonia com os fins. E mais do que isso. Se não alcançarmos a meta, ao menos que nos dediquemos a ela com toda nossa energia e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estou eu. Por isso que o nome dessa coluna é Caminhando. Nesse espaço nossa intenção é compartilhar com o leitor um modo mais lúdico de ver o mundo. Sem tanta pressa e com muita utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o que queremos é um mundo melhor. Mas se ele não for o melhor dos mundos, pelo menos estaremos nos dedicando a esse ideal com afinco. Afinal, como diria o saudoso Henfil, irmão do Betinho: “Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra da árvore. Se não houver árvore, valeu a intenção da semente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e está aprendendo a caminhar, mas ainda anda rápido demais. http://rafaelmarti.blogspot.com &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115322826429771230?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115322826429771230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115322826429771230&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115322826429771230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115322826429771230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/07/valeu-inteno-da-semente-publicado-na.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115167236445700840</id><published>2006-06-30T09:58:00.000-03:00</published><updated>2006-06-30T09:59:24.473-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Eu acho que vi um passarinho...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo e tenebroso inverno, onde enfrentei milhares de concursos públicos e meia Copa do Mundo, além de, é claro, umas merecidas férias de apenas 10 dias, estou de volta para os meus 4 ou 5 leitores. E muitos são os assuntos que se acumulam na minha ausência. Desde o renascimento do Ronaldo Gordo até mesmo a novela das oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje vou ficar com o fato mais engraçado e incomum que ocorreu comigo nesse tempo de hibernação. Estávamos eu e minha noiva andando pelo bucólico bairro do Grajaú, no Rio de Janeiro, quando vimos, na verdade ela viu, um filhote de beija-flor caído. Chegamos perto e constatamos que o pobre bichinho estava mais para lá do que para cá. Coberto de areia, pedras e terríveis formigas que o estavam devorando vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos levá-lo a minha casa para dar-lhe uma morte um pouco mais tranqüila. Limpamos o beija-flor com um chumaço de algodão molhado com água e demos a ele a famosa mistura de água com açúcar, que depois eu descobri não ser a melhor para o bichinho, mas que o salvou de morrer de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, passou um dia e nada do bicho morrer. Pelo contrário ele dava mostras de plena recuperação. Andava meio desengonçado, parecendo que tinha uma pata ou asa quebrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha irmã pesquisou na internet e descobriu que tratava-se de um beija-flor tesoura e não demorou muito para chamarmos ele de Tesourinha. Ela comprou a comida adequada para o bicho que cada dia tinha mais fome e se equilibrava melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tirar a dúvida sobre sua pata, levamos ao veterinário. Lá a veterinária nos disse que ele poderia ter quebrado a coluna ou a bacia, ou ainda ter lesionado a cabeça, que resultaria em sua morte. Na melhor das hipóteses, a da coluna ou bacia quebrada, ele viveria para sempre com a gente já que não se adaptaria mais a vida selvagem. Como se uma casa que tem um gato, um cachorro e eu não fosse por demais selvagem para um pobre passarinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi na terça a noite. Na quarta cuidamos dele como um membro da família, afinal ele teria que ficar conosco. E na quinta, logo bem cedo, quando eu fui pegá-lo para o seu desjejum (que chique!) não é que o safado fugiu de mim e ficou voando pelo meu quarto até se escafeder pelo basculante? Quando vi o bichinho já estava longe e feliz da vida com sua liberdade recém conquistada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque estou falando do beija-flor? Sei lá! Ah sim, lembrei. Bem, o coitado estava desenganado pelos médicos. Todo mundo achou que ele ficaria para sempre voando que nem uma galinha. E não é que o beija-flor surpreendeu todo mundo? Acho que esse bichinho minúsculo tem muita coisa a ensinar para os humanos. Não devemos jamais nos esquecer de quem somos. Nem acreditar no que dizem os especialistas, especialmente os economistas. “O mundo é assim mesmo, não vai mudar. A economia de mercado é a melhor, pois ele dá conta de tudo. A dívida externa deve ser paga religiosamente etc., etc., etc.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos estar com as maiores limitações do mundo, as maiores dores e dificuldades. Podemos viver em um mundo com o pior sistema econômico que nos submete as piores humilhações. Mas se o nosso destino é brilhar, como o do passarinho é voar, que brilhemos, pois. E que se danem os economistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa interessante é que o beija-flor era o símbolo do primeiro jornal em que trabalhei, o &lt;strong&gt;Essência Vital&lt;/strong&gt;. É símbolo também da espiritualidade. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo, como diria o Ancelmo Gois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e apesar de não ser católico é devoto de São Francisco de Assis, protetor dos animais. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115167236445700840?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115167236445700840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115167236445700840&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115167236445700840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115167236445700840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/06/eu-acho-que-vi-um-passarinho.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-115006622003118447</id><published>2006-06-11T19:23:00.000-03:00</published><updated>2006-06-11T19:50:21.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Reforma agrária na lei, na bíblia e na carta da princesa Isabel&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na revista Nossa História de maio foi publicado um artigo sobre uma carta da Princesa Isabel, na qual ela desfaz a imagem de mera coadjuvante da história brasileira. Na carta, a princesa fala sobre a necessidade de se pagar indenização aos ex-escravos, além de uma política de distribuição de terras e do voto feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento impressiona, pois além de jogar por terra essa imagem de princesa bem comportada, mostra que Isabel tinha uma visão de vanguarda sobre a política nacional. Se o fim escravidão viesse conjugado com a reforma agrária das terras dos senhores de escravos, além da indenização para que os escravos pudessem produzir, muitos problemas modernos não ocorreriam. As favelas, por exemplo. Surgiram com o êxodo rural dos escravos libertos, que ao não conseguir trabalho remunerado no campo, ocupado pelos imigrantes, migraram para as cidades e passaram a ocupar os morros. Com isso hoje temos um quadro social brasileiro no qual a maior parte da população miserável é negra. Se no passado tivessem escutado Isabel, hoje o tráfico de drogas não teria tanto poder, já que os morros teriam uma ocupação ordenada e a população rural brasileira não migraria para as cidades ampliando esse quadro, já que teriam todas as condições para produzir e viver no campo. Além da diminuição do conflito urbano, a violência no campo também não seria tão aguda, já que não se precisaria lutar por reforma agrária hoje, caso ela tivesse sido feita antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o voto feminino era mais uma visão progressista da princesa que parecia lutar contra o machismo já naquela época. Entretanto, mesmo demorando, o voto feminino foi uma conquista já no primeiro governo Vargas (1930-1945). A reforma agrária, porém, até hoje aguarda por sua realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas décadas de 50 e 60, especialmente no nordeste, se organizaram as ligas camponesas que buscavam a reforma agrária. Lideradas por Francisco Julião, eram uma espécie de avós do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Em Pernambuco se chegou a iniciar um programa de reforma agrária com o governador Miguel Arraes, abortado a partir do golpe militar de 64. O próprio Governo Federal, através do presidente João Goulart, reconhecia a importância da reforma agrária, prevista no plano de metas sob o lema “Reforma Agrária na lei ou na marra”. O resultado foi a intervenção dos militares por 20 anos no poder. No início dos anos 80, com o ocaso da ditadura, foi criado o MST que passou a ser o principal porta-voz dos excluídos do campo na luta pela reforma agrária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que o leitor desmistifique os preconceitos sobre a o tema. A distribuição de terras e o incentivo a pequena propriedade rural foi feito nas principais democracias do mundo e em todos os países desenvolvidos. Os EUA fizeram, a França fez, a Coréia do Sul fez. A reforma agrária amplia o mercado consumidor, pois transforma milhares de excluídos em pequenos proprietários. Amplia a oferta de gêneros alimentícios, diminuindo o custo dos alimentos. Fixa a população no campo, desinchando as grandes cidades já tão lotadas. Enfim, não é uma coisa de comunista, mas de gente esclarecida e preocupada com o bem estar do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é a reforma agrária e o reconhecimento de que a luta do MST é justa. Outra é apoiar todo e qualquer ato do movimento. Nós, pensadores livres, não podemos ser adesistas. Eu apóio a reforma agrária, como a princesa Isabel há mais de cem anos atrás. Mas não aceito alguns atos praticados pelo MST. Por exemplo, destruir laboratórios de qualquer empresa. Ou invadir a fazenda do ex-presidente FHC e destruir sua adega se embriagando com as bebidas caras do ex-sociólogo e traidor da pátria. Isso os torna igual a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que uma luta justa, a reforma agrária é uma lei divina. Todos sabemos que toda ação gera uma reação. Logo quem planta, colhe. Ora, quem semeia o mal, colhe o mal. E quem semeia a riqueza desse país? É justo que colham a miséria e a fome? &lt;strong&gt;Reforma agrária já! Na lei e na bíblia.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista, escritor e defensor da reforma agrária. rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-115006622003118447?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/115006622003118447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=115006622003118447&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115006622003118447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/115006622003118447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/06/reforma-agrria-na-lei-na-bblia-e-na.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114856154024472292</id><published>2006-05-25T09:51:00.000-03:00</published><updated>2006-05-25T09:52:20.256-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Como diria o poeta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfie dos especialistas. Aquelas pessoas que dizem entender de tudo sobre determinado assunto. Desconfie especialmente dos especialistas em comportamento humano. Ora, nada mais complexo e fantástico que a loucura humana. Como podem então os especialistas se dizerem experts no homem? Prefira sempre os poetas. Eles não se arvoram como gênios da raça. Mas em versos expressam o infinito. Entre a opinião de um especialista e a de um poeta, não tenha medo. Poeta neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última peraltice desses senhores, os especialistas, foi dizer que até 2016 todas as necessidades sexuais – quem sabe as afetivas terão sido suprimidas por uma pílula – serão realizadas virtualmente, pelo computador. Eu não disse para não confiar nesses moços, pobres moços? Como cantaria o nosso poetinha Vinícius de Moraes, “fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho”.&lt;br /&gt;Se a coisa mais interessante no sexo é exatamente esse contato, esse atrito com outro corpo, esse olho no olho, essa troca de fluidos, olhares, gemidos, como pode o computador substituir essa maravilha? Impossível. A troca será simulada, leia-se mentirosa. Quando muito o computador mediará duas pessoas solitárias trocando algumas ralas fantasias em telas de computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não culpemos tanto os especialistas. Eles apenas dão o circo que nós buscamos. O problema é que estamos nos tornando uma cambada (isso mesmo) de covardes. Fugimos do encontro com o outro. Mas, se a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida (citando novamente o poetinha), como é possível viver, e, por conseguinte gozar, sem esse encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos as rosas, sem os espinhos. A maçã, sem a casca. A Seleção Brasileira com Ronaldinho Gaúcho, mas sem o Roberto Carlos e o Cafu. O sexo, sem a angústia pela espera do telefonema do dia seguinte. Resumindo: queremos a vida sem aceitá-la como ela é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covardia. Das piores mesmo. Somos um bando de crianças com medo do escuro. E o monstro do armário que nos assombra chama-se SER HUMANO. O sexo virtual não vale a pena, porque geralmente que o pratica tem a alma bem pequena (parafraseando Pessoa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, vamos parar de fugir do outro. Aceitar os desencontros para ter o prazer do encontro. Viver as fantasias sexuais na vida real, com segurança, com certeza. E só para fechar esse manifesto indignado, um convite parafraseando o grande Drummond. Sejamos pornográficos, levemente pornográficos. Porque seremos mais castos do que os amantes do futuro com suas geringonças virtuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista, escritor e duvida de qualquer especialista. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114856154024472292?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114856154024472292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114856154024472292&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114856154024472292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114856154024472292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/05/como-diria-o-poeta-desconfie-dos.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114788245351127249</id><published>2006-05-17T13:13:00.000-03:00</published><updated>2006-05-17T13:15:57.643-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O Brasil não pode parar!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite do dia 12 de maio de 2006, São Paulo parou. A cidade e o Estado mais desenvolvidos economicamente do país foram dominados pelas quadrilhas e seus habitantes feitos reféns. Centenas de atentados contra civis, autoridades policiais, bancos e ônibus mostraram um lado de São Paulo bem diferente do que nos acostumamos ao lembrar da cidade que não podia parar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De joelhos, São Paulo é o espelho do Brasil. Infelizmente parece cada vez mais claro que os cidadãos estão perdendo a guerra para o crime. De um lado quadrilhas de terroristas que queimam ônibus, matam inocentes, traficam drogas e armas, oprimem os moradores das comunidades pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro, os policiais truculentos e corruptos, que igualmente oprimem os moradores de favelas, negociam com bandidos, cobram a famosa “mineira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mandando no país, os maiores de todos os criminosos, os de colarinho branco, traficando influências, superfaturando ambulâncias, matando sonhos e esperanças. Tal qual os traficantes no morro, esses senhores engravatados fazem suas próprias leis, riem da nação, roubam o pão das crianças, desviam a verba da reforma agrária e diuturnamente zombam da justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a sociedade pode combater o crime organizado se ele se organiza no Congresso? A sociedade brasileira está perdendo a guerra contra o crime em todas as suas faces. Isso mostra a falência das instituições republicanas que não são mais respeitadas nem pelos bandidos do morro, muito menos pelos bandidos do asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falência ocorre também dentro de cada família. As células familiares cada vez mais fracassam em passar e vivenciar valores como ética, respeito e autoridade com responsabilidade. O resultado são pessoas cada vez mais sem limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa degradação familiar é o resultado mais cruel da lógica neoliberal imposta ao mundo. Individualismo na base de tudo. Só sobrevivem os mais fortes, os mais aptos, em um darwinismo social que legitima qualquer recurso usado para superar o outro. Principalmente a violência, seja ela pela corrupção, ou pelo uso de armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se falou que a violência era um problema gravíssimo do Rio de Janeiro. Hoje se vê que é um problema nacional. Uma erva daninha plantada pelos agentes do neoliberalismo, que plantaram a destruição do Estado, hoje incapaz de se levantar contra o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao destruir a esperança, promover a recessão e o desemprego, o Estado Brasileiro jogou na marginalidade milhares de famílias que não servem ao sistema pelo simplório “crime” de não serem consumidoras. E são elas que fornecem mão-de-obra para essas organizações criminosas. Sem consciência de classe ou perspectiva de luta política, só lhes resta tentar sobreviver no mundo neoliberal, e matar para não serem mortos, roubar e traficar para consumir. É bom lembrar que o tráfico de drogas é regido pelo sistema capitalista. Nem as drogas, nem as armas, nem os celulares são produzidos nas periferias e nas favelas. Quem ganha com essas vendas milionárias? Certamente não são os que hoje se revoltam com esse sistema social injusto e excludente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único fato positivo nessa crise em São Paulo foi que isso desmascara o candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB). Ele é o maior expoente das políticas neoliberais que geram esse esgarçamento do tecido social. Sem contar que ele conta com o apoio de FHC, que durante quase uma década vendou o país e destruiu o Estado. Esperamos que a sociedade brasileira veja nele o símbolo máximo dessa política que colocou o país do futuro e a cidade que não pode parar de joelhos diante do crime organizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora, mais do que nossa segurança pessoal está ameaça uma instituição chamada República Brasileira. Se os cidadãos de bens não se unirem e varrerem de vez esses fariseus do Congresso, se nós não atuarmos politicamente para garantir esperança aos milhares de jovens que procuram o crime, se não mostrarmos a eles que vale a pena sim lutar por um país mais fraterno e é muito melhor servir a um ideal de justiça e honestidade do que servir ao tráfico, aí teremos perdido de vez essa guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não só São Paulo, mas o Brasil inteiro terá parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista, escritor e cidadão indignado. rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114788245351127249?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114788245351127249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114788245351127249&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114788245351127249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114788245351127249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/05/o-brasil-no-pode-parar-na-noite-do-dia.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114726124877181569</id><published>2006-05-10T08:38:00.000-03:00</published><updated>2006-05-10T08:40:48.806-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Prezados leitores,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Desculpem a falta de atualização, mas provas e concursos me impedem de me dedicar mais a esse blog. Mas não se esqueçam de continuar visitando esse espaço que será atualizado novamente a partir do dia 21 de maio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mantenham o contato no e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;beijos e abraços,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Rafael Martí&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114726124877181569?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114726124877181569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114726124877181569&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114726124877181569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114726124877181569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/05/prezados-leitores-desculpem-falta-de.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114669961250651999</id><published>2006-05-03T20:39:00.000-03:00</published><updated>2006-05-03T20:40:12.520-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Que nossa mudança seja sinônimo de evolução&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado na Revista Mandala de maio de 2006&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quase um ano escrevi minha primeira coluna na Revista Mandala, que estava mudando seu nome para melhor atender seu público leitor. Aproveitando esse gancho falei sobre a mudança e sua inexorabilidade. A mudança é inevitável, havia dito eu. Continuo com esse pensamento, mas hoje quero tratar de um tipo especifico de mudança. A de comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais acintosa e revoltante dessas mudanças é a que ocorre nos políticos brasileiros. Nos outros países eu não sei, mas no Brasil em época de eleição a maioria parece Jesus reencarnado. Prometem mudar o mundo, beijam criancinhas, defendem os oprimidos e os pobres e prometem que criarão milhões de empregos. Falam e acontecem. Porém basta serem eleitos e tudo muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso mais grave talvez seja o de presidentes da República. Todos eles, sem exceções, prometem fazer do Brasil o país do futuro. Juram que acabarão com a miséria, o desemprego, a corrupção. Porém, não sei o que acontece, quando todos eles sobem aquela rampa, parece que seus ideais ficam ali por baixo mesmo, perdidos com o tamanho do palácio do Planalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar no mérito de nomes, a verdade é que nenhum presidente cumpriu as promessas que fez. Especialmente os últimos três eleitos pelo povo a partir de 1989. Mas esse fenômeno que acontece pode mesmo ser caracterizado como uma mudança? Sim é não. Eles realmente mudam suas atitudes, no sentido de que antes das eleições vendem promessas ilusórias e depois se mostram quem são. Mas não podemos entender isso como uma mudança no sentido mais radical porque não houve nem um amadurecimento, nem uma evolução. Eles se mostram quem sempre foram. O poder apenas os revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outros sentidos menores para mudança. Podemos mudar de carro ou casa, por exemplo. Mas o maior sentido de todos, em minha opinião é a mudança que me referi acima: ela como sinônimo de evolução. Essa é a mudança que só produz efeitos positivos em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu outro artigo eu afirmei que essa também é obrigatória. Mesmo que levem mil anos estaremos sempre evoluindo. É uma lei do universo. Porém, ainda que seja obrigatória, a evolução é sempre mais consistente quando você facilita seu trabalho. Explico: se você não quiser crescer, o universo fará isso por você a partir do sofrimento. Mas se você jogar a seu favor e seguir a correnteza, tudo fica mais facilitado. O sofrimento virá, mas você será mais maduro e consciente para enfrentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução não acontece da noite pro dia. Por isso não se martirize também por não conseguir hoje chegar à sua meta. Mas observe se já está a caminho ou apenas ficou parado em algum porto. Porque caminhar é evoluir. Ficar parado é mera perda de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já falei sobre evolução e a mudança dos políticos em época de eleição, quero lhe fazer um convite. Vão me acusar de agitador, comunista, subversivo, mas quero que você leia com atenção e reflita. Que tal nós evoluirmos politicamente e mudarmos o padrão de nosso voto? Vamos escolher com mais critério e depois que eles forem eleitos vamos cobrar deles suas promessas. Desde o vereador até o presidente da república são todos, absolutamente todos, nossos empregados. Sabe o salário que eles ganham? Nós pagamos. As verbas de gabinete? Nós pagamos. A Granja do Torto e o Palácio do Planalto? Nós também pagamos. Ora, quem aqui gosta de pagar um empregado para que ele nos roube e não faça nada daquilo para o qual ele foi contratado? Ninguém. Portanto para que o Brasil evolua politicamente nós temos que tratar essas pessoas como nossos empregados e demiti-las sempre que eles tiverem uma conduta indigna e corrupta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostou do convite? Eu vou começar já na próxima eleição. Vou evoluir meu voto e ser o pior pesadelo para quem eu eleger. Como diria o Zagallo, eles vão ter que me engolir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e já foi filiado ao PT. Nas próximas eleições vai votar em nomes novos e vai cobrar de todos eles as promessas que fizerem. &lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114669961250651999?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114669961250651999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114669961250651999&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114669961250651999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114669961250651999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/05/que-nossa-mudana-seja-sinnimo-de.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114614842644870847</id><published>2006-04-27T11:21:00.000-03:00</published><updated>2006-04-27T11:33:46.480-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A visita do Dalai Lama&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A visita do Dalai Lama ao Brasil é uma oportunidade única para se entrar em contato com seus ensinamentos. Confesso que apesar de apoiar sua luta contra a ditadura chinesa pela autonomia do Tibet, porque, claro, sou um rebelde político, jamais havia parado para escutar o que ele tem a dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Confesso que as reportagens que li, inclusive a da revista &lt;strong&gt;Vida Simples&lt;/strong&gt; de maio, me fizeram ouvir com mais cuidado sua mensagem. Ele fala em amar o inimigo, em ter compaixão. Quantas vezes eu não tenho sido impiedoso para com as pessoas que mais amo, exatamente por considerar o erro delas como uma ofensa pessoal e não perceber que trata-se apenas da sua natureza. Devemos separar a ação do ator, disse o Dalai em entrevista ao &lt;strong&gt;Fantástico&lt;/strong&gt;. Que assim seja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vou pesquisar mais um pouco, e após o "grande sucesso" (entendam isso como uma brincadeira e não como uma declaração explítica de arrogância, por favor) do texto a &lt;em&gt;Arte de Gostar de Mulher&lt;/em&gt;, vou preparar um sobre amar nossos inimigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque amar mulher, por mais difícil que seja é fácil. Agora, amar aqueles que lhe ofendem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;***********&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E por falar em amor aí vai uma citação para nos fazer pensar. Gandhi, lídero político que protagonizou a independência da Índia, disse certa vez que "os covardes não são capazes de demonstrar o amor. Essa é uma prerrogativa dos fortes".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114614842644870847?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114614842644870847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114614842644870847&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114614842644870847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114614842644870847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/04/visita-do-dalai-lama-visita-do-dalai.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114597063778023587</id><published>2006-04-25T10:07:00.000-03:00</published><updated>2006-04-25T10:10:38.146-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O ser humano é o que importa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar a escrever o artigo vou citar um poema do escritor espanhol Léon Felipe (1884-1968). Diz assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escutai:&lt;br /&gt;É preciso salvar o rico, é preciso salvá-lo da ditadura de sua riqueza, porque sob sua riqueza há um homem que tem de entrar no reino dos céus,&lt;br /&gt;No REINO DOS HERÓIS.&lt;br /&gt;Mas também é preciso salvar o pobre&lt;br /&gt;Porque sob a tirania de sua pobreza há um outro homem que também nasceu para herói.&lt;br /&gt;É preciso salvar o rico e o pobre, para que nasça o homem.&lt;br /&gt;O Homem, o HOMEM é o que importa.&lt;br /&gt;Nem o rico&lt;br /&gt;Nem o pobre têm alguma importância...&lt;br /&gt;Nem o proletário&lt;br /&gt;Nem o diplomata&lt;br /&gt;Nem o industrial&lt;br /&gt;Nem o arcebispo&lt;br /&gt;Nem o comerciante&lt;br /&gt;Nem o soldado&lt;br /&gt;Nem o artista&lt;br /&gt;Nem o poeta em seu sentido ordinário e comum importam nada.&lt;br /&gt;Nosso ofício não é nosso destino.&lt;br /&gt;Não há outro ofício nem emprego senão o que ensina o homem a ser um homem.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O poema, explicitamente anarquista, foi escrito em meio a Guerra Civil Espanhola (1937-1939).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu estava participando de uma entrevista com o sindicalista francês da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Jean Pierre, e no meio do evento minha cabeça viajou até o poema. Explico. Ele falava muito rápido e em francês, e seu tradutor, meu amigo e grande escritor e militante do movimento operário, Vito Gianoti, traduzia com a mesma rapidez. Impossível ficar atento pelas três longas horas em que o sindicalista francês falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre falou sobre as manifestações contra a lei do primeiro emprego na França. Analisou também a conjuntura sobre o movimento sindical da América do Sul, da Europa e da Ásia. Admito que trata-se de um quadro brilhante do movimento dos trabalhadores mundial. Um opositor ferrenho do neoliberalismo e de um certo recuo dos sindicatos que hoje só pensam em dialogar e colaborar ao invés de lutar por direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu lembrei do poema por outro motivo. Seu discurso foi o mesmo de tantos sindicalista respeitáveis, ou líderes de esquerda que ainda não sucumbiram ao canto da sereia do poder. E eles estão diminuindo cada vez mais. Eu lembrei do texto porque o problema é de outra natureza. Não basta, como Marx dizia, mudar a sociedade para mudar o homem. Estão aí milhares de exemplos que sociedades que aderiram as teses marxistas para comprovar essa teoria. O problema é tão somente o homem, não o gênero, mas a espécie humana. Enquanto o homem não mudar e introjetar em si valores como compaixão, não-violência, verdade e amor, sindicalistas como ele e jornalistas como eu estaremos debatendo como fugir de um modelo que provou não ser bom para ninguém. Um modelo que humilha o pobre, escraviza o trabalhador, estimula a competitividade sem escrúpulos e nos transforma em animais. E virão milhares de protestos e diversos Fóruns Sociais Mundiais, poderá até mesmo vir o dia em que todos os países sejam governados pela esquerda e, mesmo assim, nada vai mudar. &lt;strong&gt;Porque o homem não mudou&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e acredita que só o amor pode varrer o neoliberalismo do mundo. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114597063778023587?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114597063778023587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114597063778023587&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114597063778023587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114597063778023587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/04/o-ser-humano-o-que-importa-antes-de.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114556054940254949</id><published>2006-04-20T16:06:00.000-03:00</published><updated>2006-04-20T20:39:27.340-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;Esse texto foi escrito há uns dois meses, mas de certa forma ele ainda vale. Espero que gostem.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A crise dos 20 e poucos anos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desde muito cedo ouço na falar na crise dos 20 e poucos anos. Honestamente acreditava que isso era uma grande frescura. Afinal, aos 18, eu tinha segurança do que queria para mim. Sempre sonhei em ser escritor e o caminho natural para a realização do sonho passaria pelo jornalismo (Aqui cabe um parênteses, caso você também acredite nessa besteira acorde enquanto é tempo. Drummond era funcionário público e Manuel Bandeira era professor de letras). Teve uma época na vida que eu tinha todas as certezas do mundo. Era só me formar para mostrar meu grande talento e a verdade das minhas teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, como era de se esperar, esse dia nunca chegou. E cá estou eu aqui escrevendo sobre a crise dos vinte e poucos como mais um entre milhões de jovens que sofrem do mal. Tenho 24 anos e há dois me formei na faculdade de jornalismo da Uerj. Durante todo o tempo de universidade eu quis largar o curso, pois desconfiava que isso não fosse para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teimoso que sou, fui em frente. Estou formado, trabalhando na área só Deus sabe como e um tanto quanto infeliz. Continuo querendo ser escritor, mas acho que não sirvo para esse negócio de jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em largar tudo e meditar numa colina do Tibet. Como o Tibet é muito longe, não tem rodízio de pizza e sofre com a ditadura da China, abortei a idéia. Mais fácil arrumar outra coisa para fazer. Mas o quê? Eis aí o grande mal em crescer. Você passa a ser livre, mas não pode mais fugir das conseqüências dos seus atos como acontecia na infância. Você não pode mais mudar o rumo de tudo em um rompante, como uma criança que muda de escola ou decide trocar a natação pelo futebol. Uma solução clichê é arrumar algum emprego ou um concurso, enquanto se faz outra faculdade. Boa, mas que faculdade? Meu negócio é escrever, lembram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos leitores, o desespero toma conta do cronista. E como eu muitos jovens passam por esse dilema "hamletiano". Ser ou não ser... Complete você: adulto, jornalista, marido. Pensei em tantas coisas que mal cabem no papel. Arqueólogo, psicólogo, presidente da República – sou mais honesto e legal que muita gente que subiu a rampa –, terapeuta floral, massoterapeuta, filósofo, sociólogo etc. Mas em nenhuma delas eu me senti completo. Talvez nunca me sinta. Só quando estou diante de uma tela de computador escrevendo alguma coisa é que me sinto feliz. Isso desde o tempo em que não tinha computador na minha casa e pegava a máquina de escrever dos meus pais para inventar histórias (sim eu ainda vivi na era das barulhentas máquinas de escrever).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não se lembra mais, a crise dos 20 e poucos anos geralmente se manifesta da seguinte forma. Insatisfação no trabalho e/ou com a profissão escolhida, pouco dinheiro no bolso, problemas no relacionamento – casar ou não casar, dentre outras coisas. Para mim, graças a Deus, só se manifestou com relação à profissão. Mas eu me acho, nem que tenha que mudar de planeta, de nome e de profissão. Só não mudo de amor porque aí é muita crise para um homem só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo isso é que quando eu me encontrar provavelmente estarei na casa dos trinta, quando, dizem, ocorre nos homens uma crise de proporções astrológico-carnavalescas – algo sobre um tal de retorno de Saturno. E depois dessa, chegamos aos 40, quando, adivinhem, tem outra crise. Não me espanta que o Brasil esteja em crise, já que nós vivemos nela. Desconfio de que a época da sabedoria seja mesmo a terceira idade. Eu pelo menos nunca ouvi falar de crise dos 50, 60 e 70 e muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa! Parece que encontrei uma saída. Já sei o que quero ser além de escritor. Quero ter 60 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí não sabe mais se é jornalista e está na fase da crise dos 20 e poucos anos. Outras divagações toscas em http://rafaelmarti.blogspot.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114556054940254949?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114556054940254949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114556054940254949&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114556054940254949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114556054940254949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/04/esse-texto-foi-escrito-h-uns-dois.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114536689996859670</id><published>2006-04-18T10:23:00.000-03:00</published><updated>2006-04-18T10:28:19.983-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fausto Wolff e o novo JB&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal escrevi contra o papa no domingo e fui às bancas comprar o novo &lt;em&gt;JB&lt;/em&gt;. Gostei bastante do formato, como explicarei abaixo. Estava eu lendo o novo jornal quando vi o artigo do jornalista e escritor Fausto Wolff, comunista ferrenho. Para a minha surpresa, muito boa diga-se, ele escreveu sobre Jesus, a quem atribuiu a qualidade de revolucionário e homem de fé. E mais, disse que o admirava. Quanto ao talento de Wolff eu não discuto. Seu nome está escrito na história do jornalismo brasileiro. Foi repórter da revista &lt;em&gt;Manchete&lt;/em&gt;, colaborou com as revistas &lt;em&gt;Bundas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Fórum&lt;/em&gt; e com o jornal &lt;em&gt;O Pasquim 21&lt;/em&gt;, entre outros. Seus artigos são sempre ácidos e indignados contra as injustiças do mundo. Além disso, escreve romances e poemas (os romances eu não li, mas seus poemas são muito bons).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que me causou surpresa foi ver que um marxista convicto admira Jesus. E não vê com isso nenhuma contradição. Eu também achava que não existia nenhuma contradição até que um dia, participando de um curso de marxismo do Partido Comunista Revolucionário (PCR), o instrutor disse que quem era marxista não poderia ser cristão e vice-versa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sai do curso e nunca mais li Marx. Pois a causa do Cristo, dos pobres e humilhados da Terra, é a minha também. Fiquei feliz em ver que existem pessoas que conseguem conciliar uma visão política progressista com respeito à figura história de Jesus.  Porque eu não vejo separação entre a mudança pessoal que cada um deve ter para encontrar o reino de Deus ainda na Terra e a mudança da postura política, buscando não só dar um prato de sopa, mas construir uma nova estrutura política e econômica que insiram na cadeia produtiva os milhares de excluídos fabricados pelo capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sou anti-capitalista por ser cristão. Eu não consigo entender como quem diz seguir o Cristo apóia um sistema que transforma o homem em um animal irracional, que só quer destruir os outros para se dar bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sobre isso eu falo mais tarde, assim como o aspecto revolucionário de Jesus. Quem puder leia Fauto Wolff, seus livros e artigos sempre as terças, quintas e domingos no JB. Nos dias de hoje Wolff é mais que bom, é fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;***********&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao formato do novo jotinha eu achei uma inovação interessante. Para os assinantes ele vai continuar no tamanho &lt;em&gt;standard&lt;/em&gt;, e o &lt;em&gt;JB&lt;/em&gt; nas bancas virá com o formato &lt;em&gt;berliner&lt;/em&gt;, que já é o formato dos principais jornais europeus como o &lt;em&gt;Le Figaro&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Le Monde&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;The Guardian&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;El País&lt;/em&gt;. O formato é mais fácil de carregar na rua e ler no ônibus e metrô. Sem contar que a reforma gráfica é boa e me parece que editorialmente o jotinha melhorou bastante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chamo o &lt;em&gt;JB&lt;/em&gt; de jotinha, pois eu já fui estagiário lá. Aquele que foi o maior jornal do país vive há mais de uma década uma crise que o combaliu e colocou em segundo plano no Rio e como um dos últimos no campo dos jornais de expressão nacional. Apesar de todas as dificuldades que passei lá, eu tenho muito carinho pela instituição. Afinal eu posso dizer que pelo menos por sete meses eu escrevi no jornal onde o Rui Barbosa foi diretor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Essa mudança do jotinha me faz pensar que talvez &lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; siga os mesmos passos. A renovação na imprensa carioca faz bem a leitores e jornalistas, pena que isso não se reflita na criação de novos empregos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rafael Martí é jornalista e escritor. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114536689996859670?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114536689996859670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114536689996859670&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114536689996859670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114536689996859670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/04/fausto-wolff-e-o-novo-jb-mal-escrevi.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114519134392019151</id><published>2006-04-16T09:39:00.000-03:00</published><updated>2006-04-16T09:42:23.936-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O sujo falando do imundo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li no O GLOBO de sexta-feira que o Papa Bento XVI fez severas críticas a Judas, negando indiretamente qualquer veracidade no evangelho apócrifo divulgado recentemente. Disse o Papa: “O que faz um homem imundo? Recusa o amor, ele não quer ser amado e amar. Em Judas vemos a natureza dessa recusa. O dinheiro era mais importante que a união com Jesus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alemão Joseph Ratzinger, verdadeiro nome do papa, entende bem o que é amor. Preferiu servir à juventude hitlerista, por covardia ou adesão, a ser um mártir do nazismo se recusando a ajudar Hitler. Ratzinger também foi descrito por Leonardo Boff como alguém frio, que será respeitado como Papa, mas não amado como foi seu antecessor. Disse também que foi Ratzinger quem coordenou o processo contra ele, Boff, no tribunal de Santo Ofício (Nome moderno para a Inquisição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastassem esses fatos, leio hoje, domingo, no mesmo O Globo, que Ratzinger condenou a atitude de João Paulo II de pedir perdão aos muçulmanos pelas Cruzadas. Agora, o Vaticano está lançando uma campanha para reabilitar as cruzadas e resgatar a “santidades” dos cruzados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa Bento VI entende mesmo de amor. Para ele o amor é uma força guerreira que submete todos aqueles que não são iluminados pela sabedoria da Igreja Católica Apostólica Romana. Esses, os bárbaros muçulmanos, hindus, ortodoxos, ateus, espíritas, judeus, são todos demônios que devem ser dizimados ou catequizados. Uma versão religiosa do nazismo. Pudera, afinal aprendeu com seu mestre, Heil Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o senhor Ratzinger entendesse alguma coisa sobre o amor, saberia que ela é uma força universal e não apenas monopólio dos políticos do Vaticano. Entenderia que a mensagem de Jesus é a mensagem do perdão incondicional, da tolerância religiosa, da fraternidade e comunhão. Jesus, e isso também é um fato histórico, não criou nenhuma igreja. Nem deu a Pedro o poder de criar a Igreja Católica Apostólica Romana, que, como o nome já diz, nasceu em Roma e não em Jerusalém. Ele apenas ensinou a prática da caridade, do perdão e da justiça feita com... amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vivo fosse hoje, Jesus seria perseguido pelo Vaticano, pois eles são a versão moderna e cristã dos fariseus daquele tempo. Aliás a mensagem do Cristo é terminantemente crucificada a cada ato do Papa e de seus comandados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papa, esse sim, tem um passado imundo. E seu presente é a mostra de como é mesquinho, violento e em nada digno de liderar toda a nação católica pelo mundo. É, nas palavras de Jesus, um cego guiando uma multidão de cegos ao abismo. Uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ratzinger deveria ler mais o evangelho com os olhos de ler. E saber que o amor de Jesus foi para todos: prostitutas, coletores de impostos e até mesmo para Judas. Mas nunca para os hipócritas como o Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;***********&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Para todos os que me lêem, feliz páscoa. Que façam dessa data um motivo de libertação pessoal. E em se libertando pessoalmente que nós possamos libertar o mundo do ódio, da intolerância religiosa, do capitalismo e das injustiças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista, não tem religião, mas ama Jesus. &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;em&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114519134392019151?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114519134392019151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114519134392019151&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114519134392019151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114519134392019151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/04/o-sujo-falando-do-imundo-li-no-o-globo.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114476206487722522</id><published>2006-04-11T10:26:00.000-03:00</published><updated>2006-04-11T10:27:46.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A contradição feminina&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As mulheres sonham com um príncipe, mas preferem os canalhas. Porque será?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi um texto há um tempo atrás sobre a arte de gostar de mulher, falando qual era a diferença entre os homens que gostava de fazer sexo com mulheres e os que realmente amavam uma mulher. O texto teve uma repercussão bastante boa, com 100% das mulheres aprovando, alguns homens apoiando e os demais querendo me enforcar em praça público por espalhar a subversão da ordem machista-egoísta-patriarcal. Até pedidos de casamento recebi por conta do texto. Pedidos que foram prontamente rejeitados, pois já estou com aliança de noivado no dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que hoje essa minha unanimidade entre as mulheres vai acabar. Tudo porque pensei sobre algumas coisas que merecem um texto. A questão é a seguinte. Nem todos os homens são canalhas. Isso é um fato. O problema é que dos 10% (estarei sendo otimista demais?) de homens que valem a pena, uns 9% são aqueles conhecidos como bonzinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe como é? Aquele sujeito meio atrapalhado, que é super-inseguro e lhe sufoca de carinhos melosos. O típico mala, de quem você quer uma distância regulamentar de no mínimo dois quilômetros e meio.  Entre um cara como esse e o cafajeste quem as mulheres preferem? Lógica a resposta. Se fosse o primeiro caso com certeza as reclamações femininas seriam de outra ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que existem cafajestes atrapalhados e esses não pegam ninguém. Enganam só uma vez, mas são minoria. Porque os sujeitos atrapalhados, os bonzinhos, exatamente pela grande dificuldade que tem com as mulheres se reafirmam ainda mais bonzinhos para se diferenciarem de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres não têm paciência para treinar os bonzinhos e ensiná-los a serem bons canalhas, caras que tenham pinta de mau, mas sejam legais. Pois é isso o que elas buscam, um equilíbrio entre os dois tipos. Em outras palavras um canalha, um cafajeste ou Don Juan privativo. O grande problema é que é mais fácil um bonzinho se tornar “O CARA” do que um canalha aprender a amar as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí sabem o que acontece? Imaginem o senhor bonzinho sendo rejeitados por todas as mulheres, se sentido um lixo e vendo que só os canalhas obtêm sucesso entre elas. O que acontece é quase uma equação matemática. Ele se torna uma espécie de ninja repleto de desejo de vingança. Toma umas aulas com o amigo canalha que sempre disse a ele que amar mulher era uma coisa brega e ultrapassada e sai por aí pegando todas e se vingando dos tempos em que era rejeitado. Porque o bonzinho não necessariamente é um feio e burro, pode muito bem ser bonito e aprender rápido como seduzir uma mulher sem ter de fato outro interesse por ela a não ser o de levá-la para cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto mais um homem perdido no mundo. E as mulheres ainda reclamam que homem não presta. Mas também tem culpa no cartório. E deveriam pensar com mais calma antes de rejeitar um bonzinho. Dá mais trabalho treiná-lo pra ter aquela pegada? Dá. Mas pelo menos ela não vai se preocupar com outras coisas do tipo: será que ele me ama? Será que ele tem outra? Não é um excelente preço a pagar pela paz de espírito e sua sanidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também os homens que fazem parte do 1% que conseguem ser os Don Juan privativos, os cafajestes de uma mulher só. Só que esses sofrem ainda mais. Não precisam ser ensinados, mas em compensação geralmente se aproximam de mulheres já amplamente devastadas pelos traumas. E elas o pegam para Judas. Judiam deles literalmente. Não acreditam que eles sejam sinceros, já antecipam o chifre que não tomariam dando o troco adiantado, não lhes dão o devido valor e muitas vezes os deixam escapar entre os dedos. Enfim, maltratam esses homens que são, a meu ver, os gênios da raça. Os que vão liderar a evolução natural da espécie que usa barba e gosta de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres, muito cuidado para não destruí-los e impedir sua reprodução. Esses homens raros estão por aí, vagando a espera de uma mulher para amar como só eles sabem fazer. Cabe a vocês trocarem de óculos e começarem a enxergá-los e a dar-lhes valor. E também aprenderem a ter paciência e ensinar os bonzinhos a ser como eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e defensor das mulheres, mas reconhece que elas são exigentes e não têm paciência. rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114476206487722522?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114476206487722522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114476206487722522&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114476206487722522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114476206487722522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/04/contradio-feminina-as-mulheres-sonham.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114462999140901553</id><published>2006-04-09T21:39:00.000-03:00</published><updated>2006-04-09T21:47:02.230-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Perdoar é esquecer?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje quero falar sobre o perdão. Não sou o mais indicado para isso. De tudo o que escrevo esse é o tema com o qual eu tenho mais dificuldades. Não consigo perdoar facilmente. Guardo mágoas aos montes. Até terapia estou fazendo para aprender a lidar com as frustrações e decepções de maneira mais madura e sem me importar tanto com os erros alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É duro perdoar. Ainda mais quando a pessoa contava com sua confiança e lhe trai sem nenhum motivo. Mas vou usar o senso comum. Perdoar é necessário. E é mesmo. Ele liberta o credor e não o devedor. Porque quem sofre com as mágoas é só aqueles que as tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa que eu ainda não consigo entender é porque as pessoas confundem perdão com esquecimento. Porque a teoria do perdão é a de que devemos perdoar e esquecer tudo e tal e coisa. Mas, como dizem, na prática a teoria é outra. É quase impossível para seres humanos sem asas e auréolas perdoarem e esquecerem. E essa frustração nos leva a cada dia ficar mais distantes do perdão possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perdão possível é aquele que nos faz deixar de lado a mágoa. Não queremos nos vingar dos nossos supostos agressores, das pessoas que nos traíram, enfim, de todos aqueles por quem nutrimos mágoa. E esse perdão é, como o nome diz, possível. Deve ser nosso objetivo a ser alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam vocês um exemplo. Eu namorei uma mulher que chamarei de Camila. Os pais de Camila não aprovavam o namoro e não gostavam de mim. Na verdade não gostavam de nenhum namorado dela, pois nutriam por Camila uma posse que beirava a obsessão. Camila terminou comigo por causa dos pais, não sem antes aprontar bastante comigo. Fiquei muito magoado com ela. Tive muita raiva, mas com o tempo fui deixando para lá. Fui deixando de sentir mágoas. Camila tentou se aproximar diversas vezes e no início a raiva era muito grande. Na última tentativa eu já não tinha mágoas então resolvi conversar com ela. Ela pediu desculpas por tudo e eu falei que tudo era coisa do passado. Então Camila pediu para ser minha amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que o caldo desandou. Eu expliquei para ela que apesar de perdoá-la eu não esqueci o que ela me fez. Não tinha mais confiança, nem carinho, pressupostos básicos de uma amizade sólida. Ela não aceitou isso. Dizia que eu não sabia perdoar, que tinha que me livrar daquela mágoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que não dava para me livrar de algo que eu não tinha. Ela não compreendeu que tem certas coisas que não voltam. Confiança é muito difícil de ser restaurada depois de quebrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém existem casos que a confiança pode se restabelecer e o esquecimento pode vir junto ao perdão. Nesses casos o amor passa por cima de tudo. Pais que perdoam e esquecem erros gigantes de filhos, maridos e esposas que se perdoam por grandes equívocos, etc. Mas esses casos são a exceção que confirmam a regra. Esse esquecimento só foi possível com o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que queria falar é isso. Para mim já é um grande passo perdoar, mas pedir que eu esqueça certas coisas já é demais. Não sou anjo, sou apenas um jornalista. Talvez quando eu conseguir perdoar assim, de primeira, eu passe a buscar o esquecimento. Até lá eu prefiro ter uma memória de elefante e não esquecer certas coisas, sem ter mágoas de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e tem muitas dificuldades em perdoar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114462999140901553?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114462999140901553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114462999140901553&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114462999140901553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114462999140901553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/04/perdoar-esquecer-hoje-quero-falar.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114437487624256474</id><published>2006-04-06T22:50:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T22:54:36.266-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;COMO ME TORNEI UM AUTOR DESCONHECIDO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia eu estava abrindo meus e-mails quando recebi a mensagem de uma pessoa que não conhecia. Ela havia lido o meu texto “A arte de gostar de mulher”, publicado inicialmente na revista Simplesmente Bonitta, e posteriormente no blog Mulé Burra (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.muleburra.com/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;www.muleburra.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;) e no meu blog Equilíbrio (http://rafaelmarti.blogspot.com). Até aí, nada demais. Eu divulgo meu e-mail e endereço de blog exatamente porque é sempre um prazer ler sugestões, críticas e elogios quanto ao meu trabalho. Escrevo para que as pessoas comentem mesmo e esses comentários são um valioso termômetro do que escrevo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O interessante no episódio foi que a leitora havia recebido o e-mail como sendo de um autor desconhecido. E se deu o trabalho de pesquisar na internet o verdadeiro autor do texto. Esse fato me trouxe um misto de emoções. A primeira foi a alegria do carinho recebido pela mensagem. E gratidão pela pessoa ter tido a preocupação de buscar quem escreveu o texto. Outra emoção, confesso, foi uma espécie de orgulho. Fiquei feliz de ser considerado um “autor desconhecido”. Poucos são os que têm essa honra. Muitos autores famosos inclusive são tidos como desconhecidos nos domínios da rede.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso me envaideceu. O que mais me surpreendeu, no entanto, é que se seguiram vários e-mails de diferentes pessoas que também receberam o texto como autor desconhecido. E elas também tiveram o mesmo trabalho de buscar na internet quem escreveu o artigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu até já estava acostumado em ser um autor desconhecido quando eu recebo mais diversos e-mails contando que receberam meu texto com os créditos devidos. Fui olhar e percebi que muitas das reproduções estavam adulteradas, com passagens até melhores do que eu escrevi. Esse incrível fenômeno me tornou um escritor muito melhor do que jamais serei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lá fui eu de novo me acostumando com a vida de um ex-autor desconhecido quando de repente recebo um e-mail dizendo que só agora a pessoa conseguia saber que o texto “A arte de gostar de mulher” era do jornalista carioca desconhecido Rafael Martí e não do... Arnaldo Jabor!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, pensem vocês na minha surpresa. Estou sendo confundido por aí com o Arnaldo Jabor. Já até me imaginei na seguinte cena: estou andando calmamente na rua, ou bebendo um prosaico suco de laranjas em um bar qualquer e percebo um murmurinho na mesa ao lado. As pessoas se cutucam insistentemente e olham para mim. Fico incomodado, até que o mais corajoso deles se aproxima e pergunta. Você é o Arnaldo Jabor não é? Sorrio e digo que não, mas a pessoa insiste. É sim, mais gordo e novo que na televisão, mas é você mesmo, tem aquele seu texto, o a arte de gostar de mulher. Você acredita que eu já recebi ele como o de um autor desconhecido. Teve até um cara de pau, um tal de Martí que disse que  texto era dele é mole?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que isso é só uma hipótese maluca. Mas eu não consigo deixa de pensar na ironia que é ser comparada primeiro ao um autor desconhecido, o que sou de fato, depois a um medalhão como o Jabor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O bom de tudo isso, além da divulgação do meu texto e do carinho das pessoas, é saber que estamos aprendendo a usar a internet e buscar a verdade por trás das primeiras versões que a rede nos apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e pode até ser um autor desconhecido, mas definitivamente não é o Jabor. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114437487624256474?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114437487624256474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114437487624256474&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114437487624256474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114437487624256474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/04/como-me-tornei-um-autor-desconhecido.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114409826562392495</id><published>2006-04-03T17:55:00.000-03:00</published><updated>2006-04-03T20:36:34.536-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Prezados Leitores,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Esse texto eu escrevi em julho de 2005. Estou pensando em preparar outro sobre o amor, mas enquanto não sai do forno deixo esse aqui com vocês. Uma das amigas citadas no texto, meses depois de eu o ter escrito, me disse que o amor era sim revolucionário e concordou comigo. Não quero para mim a primazia da verdade, mas é bom saber que as pessoas sentem que apenas o amor e só o amor é a força capaz de promover mudanças em nossos corações e revolucionar nossa existência, revolucionando por conseguinte nosso mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Boa leitura.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;REVOLUCIONÁRIO, SEM PERDER A TERNURA JAMAIS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez eu conversava sobre a natureza do amor com algumas amigas e lembro ter divergido radicalmente delas. Eu afirmava que o amor era revolucionário e elas diziam que o amor era plácido, tranqüilo, que revolucionária era mesmo a paixão. Eu insistia, mas não conseguia convencer minhas interlocutoras de minha teoria. Além de ser o único homem num grupo de quatro pessoas, a minha idade jogava contra mim. Era também o mais novo, portanto com menor experiência de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou. Eu e minhas amigas percorremos trajetórias diferentes e hoje não tenho mais o mesmo contato com elas que tinha antes. Mas, sem a menor sombra de vaidade, insisto em afirmar minha tese. Ainda que por motivos diferentes, já que vivi mais coisas desde então, continuo a dizer que o amor é revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quatro anos atrás quando defendi essa tese pela primeira vez fui mal interpretado por um mero detalhe. Como revolucionário minhas amigas acreditavam que eu defendia que o amor era aquela coisa louca e arrebatadora, que nos deixava sem comer, sem dormir e nos levava da depressão à euforia em segundos. Isso, elas diziam, era paixão. Amor não era arrebatador, era algo tranqüilo, quieto, que transmitia calma e paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divergir de uma opinião tão senso comum? Afinal nove pessoas em dez concordam que o amor é assim. Eu não. E explico por que. Quando eu disse que amor é revolucionário eu não acreditava que ele nos tirava a paz de espírito, nos tirava a fome e o sono. A paixão nos faz isso sim, e apesar de não o conhecer na época, achava que amor era diferente de paixão, mas ainda assim é revolucionário. Quando eu conheci o amor nos braços de uma mulher há apenas oito meses, pude entender que intuitivamente eu tinha acertado na mosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando digo revolucionário é porque acredito que só o amor é capaz de operar em nós transformações surpreendentes. Só o amor tem a força necessária para dar novos rumos a nossa existência e nos fazer refletir sobre nossos caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é uma experiência dolorosa. Porque só aprendemos a amar quando começamos a sacrificar nosso ego. O ego não ama ninguém só a si próprio. Por isso devemos dia-a-dia matar nosso ego para dar espaço a nossa essência que é a única capaz de demonstrar amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar é uma decisão. Implica em fazermos escolhas, em optarmos por nos calar mesmo que aparentemente tenhamos razão naquele momento, apenas para que o companheiro ou companheira se acalme e possa mais tarde nos ouvir com atenção. Amar é se colocar no lugar do outro e buscar sempre a tolerância, a entrega, o sacrifício. Sem essas palavrinhas mágicas não existe amor, pois o ego ainda persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nos obrigar a sacrificar o ego, o amor nos revoluciona. Não há maior força revolucionária nesse mundo. Quando mudamos governos pelas forças das armas, a tirania se restabelece. Quando somos loucamente apaixonados por alguém podemos até mesmo aprisioná-lo em ciúme, mesquinhez e possessão. Mas quando amamos alguém, quando derrubamos a vilania com a força do amor tudo se transforma e o amor permanece. Ao derrubar o tirano, o amor o transforma. Ao amarmos alguém o libertamos. Não é nossa posse, todavia é alguém com quem gostamos de compartilhar nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o poeta Luiz de Camões escreveu que “amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente”, é possível que tenha falado sobre a paixão. Porém considero pertinentes seus versos para minha visão de mundo. O amor é sim um fogo que arde sem se ver. Um fogo que nos impulsiona a nos libertar do egoísmo e vivenciar a comunhão. E como bom teimoso torno a afirmar: o amor é revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e está tentando aprender a amar, embora reconheça que é difícil. &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;em&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114409826562392495?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114409826562392495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114409826562392495&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114409826562392495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114409826562392495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/04/prezados-leitores-esse-texto-eu.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114372543309644358</id><published>2006-03-30T10:27:00.000-03:00</published><updated>2006-03-30T10:30:33.116-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O documentário Falcão e um provérbio chinês&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como todos que assistiram o documentário Falcão: os meninos do tráfico, dirigido por Celso Athayde e MV Bill, eu também fiquei horrorizado com as cenas mostradas. Fiquei tentando entender quando crianças que sonham em ser palhaços, ou imitar o ídolo de algum esporte se transformaram em assassinos frios e sem qualquer noção do certo ou errado. Pois o problema é exatamente esse. Eles não são imorais como os políticos corruptos que nos enganam e roubam nossos impostos. Eles simplesmente não têm outra moral. No ambiente em que eles vivem é normal agir daquela maneira. Não há nenhuma alternativa e até mesmo um singelo sonho de ser palhaço e levar alegria aos outros parece soar como um anacronismo cômico se não fosse trágico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É sabido que a ausência do Estado, a falta de perspectiva, emprego, educação, saneamento básico e lazer podem levar as pessoas à criminalidade. Mas o que mais impressiona é como cada vez mais gente tão jovem pode agir de maneira tão endurecida, como um menino de dez anos que afirma profeticamente “se eu morrer nasce outro igual a mim”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo é sabido também que a extrema pobreza não necessariamente leva a isso. Até porque se pobreza fosse sinônimo de marginalidade, não existiram tantos filhos de famílias ricas se envolvendo com tráfico de armas e drogas, nem queimando índios em praças. O que mostra que a covardia e a crueldade não são nem genéticos, nem frutos do ambiente social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ficamos então perplexos com esse impasse. Afinal, o que leva nossos jovens, os do asfalto e os da favela, a cada vez mais buscarem o caminho do crime? Eu tenho uma teoria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De antemão já excluo o dinheiro fácil como motivo para entrar no crime. Nem os filhinhos de papai da zona sul e da Barra da Tijuca precisam do dinheiro de seus crimes, nem os ganhos que os jovens da favela têm com o tráfico compensam. Nesse último caso, para trabalhar 14 horas diárias, sem direito a férias, 13º salário, carteira assinada e as demais vantagens de um emprego honesto e formal, eles ganham apenas R$ 350. Um vendedor informal, trabalhando menos pode ganhar bem mais por mês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Restam-nos duas constatações. A primeira é a banalização do crime e valorização do criminoso. No asfalto ou na favela vemos que o traficante ou assaltante é o que mais faz sucessos com as mulheres. E tanto os moradores do morro quanto os do asfalto assistem na telinha da TV a impunidade dos políticos que nos roubam e riem da nossa cara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A segunda é muito mais grave e talvez seja a causa da primeira. Tanto os bandidos do asfalto quanto os da favela tem um comum uma estrutura familiar desequilibrada. Os da zona Sul e Barra têm pais e mães que não impõe limites, acostumados a comprar o amor dos filhos com dinheiro e facilidades, ao invés de darem a eles uma educação com disciplina e amor. Já os do morro, acostumados com a ausência ou violência dos pais, se revoltam e, muitas vezes, entram no crime devido à revolta que sentem e para sustentar a mãe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O ponto central é esse. O problema não é apenas a miséria. É a falta de uma família que dê amor e valores morais. Por isso, jovens ricos e pobres de dedicam aos crimes cada vez mais. Não basta apenas atacar os problemas sociais. No dia em que as famílias se estruturarem, tanto no morro quanto no asfalto, os cidadãos vão se organizar politicamente para derrubar governos e promover a justiça social. Mas enquanto a iniqüidade rondar os lares, os homens espancarem mulheres, as mulheres traírem seus homens, os filhos não respeitarem nem serem respeitados pelos seus pais, de nada adianta qualquer tipo de mudança, pois ela será infrutífera e impossível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já dizia um provérbio chinês: “antes de mudar o mundo, dê três voltas ao redor de sua casa”. Salvemos urgentemente as famílias para finalmente termos paz na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Marti é jornalista e odeia a miséria e injustiça, mas acha que somente o amor promoverá uma revolução social verdadeira. &lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114372543309644358?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114372543309644358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114372543309644358&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114372543309644358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114372543309644358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/03/o-documentrio-falco-e-um-provrbio.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114355220822707505</id><published>2006-03-28T10:17:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T10:25:23.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Prezados Leitores,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esse é mais um da série &lt;em&gt;recordar é viver&lt;/em&gt;, publicado na revista Simplesmente Bonitta de agosto de 2005. No momento estou preparando um texto sobre o documentário &lt;em&gt;Falcão: os meninos do tráfico&lt;/em&gt;. Até lá, portanto.&lt;br /&gt;E não se esqueçam: &lt;em&gt;good night and good lucky.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;PROFISSÃO: MARIDO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando a Daniela me pediu para escrever sobre meu sonho de casar e ter filhos meus olhos brilharam. Afinal, não é todo dia em que eu posso falar abertamente do meu sonho sem ouvir risos e comentários do tipo: “você é muito novo, não se precipite, curta a vida primeiro, que tipo de homem é você que sonha em ter filhos, tem é que pegar todas por aí, casar para quê?” eu até posso estar errado quanto ao meu sonho, mas quero para mim a consciência tranqüila de que errei os meus erros e não os erros dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente não posso falar sobre a grande maioria dos homens. Já que as mulheres vivem dizendo que homem está difícil e a maioria não quer compromisso, sou forçado a acreditar. Mas não consigo me identificar com esse padrão de comportamento. Eu sempre quis compromisso. Não sei se por minha formação ou pela minha natureza mesmo eu sempre preferi conquistar e ser conquistado integralmente por uma mulher a cada vez do que sair a caça e pegar cinco, dez em uma única noite. Nada contra, mas essas conquistas fast food, onde o compromisso é palavra proibida, nunca me atraíram. Nem o sexo casual, por mais carinho que você tenha pela pessoa, me chama a atenção. Vou contar um segredo para vocês, mas sexo com amor e envolvimento emocional é muito mais gostoso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não me perguntem por que os homens agem dessa maneira. Embora homem, eu entendo mais a alma feminina do que a masculina, já que as mulheres sempre me fascinaram e eu sempre tentei penetrar nesse universo e conhecer sua complexidade. Além do mais, eu não tenho medo de compromisso. Ironia do destino: a maioria das minhas mulheres tinha esse medo.&lt;br /&gt;Sempre tive muitos sonhos. Não passo de um romântico sonhador como muitas vezes me definiram. E um dos maiores é casar e ter filhos. Acho que minha vida só será completa quando eu puder cuidar de minha mulher, fazê-la feliz e ouvir da boca de uma criança as palavras mágicas: papai eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que possuo outros sonhos. Quero ser professor de jornalismo na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a cada dia conquistar mais espaço nessa profissão que abracei. Mas falando bem sério, eu acredito que mais que jornalista ou professor eu tenho talento para outra profissão, a de marido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante toda minha vida me preparei para ser o melhor homem possível para minhas mulheres. Sempre tive muitas amigas e realizei pesquisas informais para saber delas o que elas buscam em um homem. Consegui um ligeiro consenso. A amiga leitora está livre para discordar, mas pelos meus estudos cheguei à conclusão que a mulher quer o seguinte homem: que seja minimamente bonito, ou que pelo menos ela o ache bonito. Que seja inteligente, afinal o melhor da torta é o recheio. Que seja fiel, romântico e carinhoso, mas não seja um grude, que respeite o espaço da mulher, seus momentos de solidão e de sair com os amigos. Que estimule o sucesso da parceira e não se sinta ameaçado se ela ganha mais do que ele. Que seja firme, mas sensível, Que dê aquela pegada na cama, mas sem ser egoísta, se preocupando primeiro com o gozo da parceira, afinal, primeiro as damas, não é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais foi isso o que percebi. Além do mais, alguns adendos são desejáveis. Saber cozinhar, fazer massagem, gostar de criança, etc, etc, etc. Ou seja, para ser um bom marido é preciso fazer uma faculdade, com mestrado e doutorado. É ou não uma profissão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo dos sacrifícios envolvidos e da constante necessidade de atualização e aperfeiçoamento que as mulheres exigem, quero muito casar e ser pai. Só rezo a Deus para que minha noiva me aceite como marido, porque senão, coitado de mim, serei mais um na lista dos desempregados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Rafael Martí é jornalista, mas acha que tem vocação para ser marido. http://rafaelmarti.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114355220822707505?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114355220822707505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114355220822707505&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114355220822707505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114355220822707505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/03/prezados-leitores-esse-mais-um-da-srie.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114325418272216621</id><published>2006-03-24T23:11:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T23:36:22.740-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Prezados leitores,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Esse texto foi publicado na revista Mandala de outubro do ano passado. Em breve postarei novos textos por aqui, mas só para não perder o pique de autalizações segue esse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Os verdadeiros pecados capitais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convencionou-se creditar a sete características humanas o mote de pecados capitais. São elas a inveja, a avareza, a cobiça, o orgulho, a preguiça, a luxúria e a gula. Não sei como elas se tornaram pecados capitais, se por obra de livre-pensadores ou de alguma igreja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que sei é que os sete pecados capitais são na verdade pecados do capitalismo. Afinal a inveja e a avareza são amplamente estimuladas pela competitividade excessiva do capitalismo neoliberal. A cobiça e o orgulho também. A preguiça é estimulada nos milionários. A luxúria é estimulada a partir do momento em que sensações são mais importantes que sentimentos e homens e mulheres se tornam objetos. A gula, no excesso de apelo à comilança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto o que seriam antes pecados são considerados virtudes. Sobre essa idéia Frei Betto trabalha muito bem em um de seus artigos. Gandhi, entretanto, tem uma outra visão sobre os pecados capitais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para o libertador da Índia, os pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais seriam a riqueza sem trabalho; prazer sem consciência; conhecimento sem sabedoria; comércio sem moralidade; religião sem sacrifício; ciência sem humanismo e política sem idealismo.&lt;br /&gt;De fato prefiro concordar com Gandhi sobre o conceito de pecado capital. Enquanto o capitalismo estimula os pecados capitais mais conhecidos, ele também é promotor dos pecados capitais que desarticulam qualquer resistência a seu projeto de destruição da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais o neoliberalismo estimula a especulação em detrimento da produção. Isso é riqueza sem trabalho real. A especulação escraviza países na doutrina do FMI e Banco Mundial e submete povos inteiros à fome e miséria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O neoliberalismo estimula o conhecimento sem sabedoria. Hoje sofremos do excesso de informação. A internet aproximou o mundo nos fazendo conhecer sobre tudo. Todavia esse conhecimento não nos fez mais sábios. Continuamos amarrados a preconceitos seculares contra o oriente, etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O comércio sem moralidade é um dos sustentáculos do neoliberalismo, como a riqueza sem trabalho. Hoje vemos países ricos sacrificando os pobres de acordo com suas regras. Não se preocupam em estabelecer regras morais que auxiliem os mais fracos a crescer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A ciência sem humanismo é um crime. Muito se avança da cura de doenças, especialmente no tratamento da Aids, mas esses avanços estão distantes dos pobres e humilhados da terra, vítimas das patentes que grandes empresas detentoras do poder de vida e de morte do povo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Religião sem sacrifício serve bem aos propósitos do capitalismo. Na sociedade hedonista, a Nova Era cai como uma luva. Para que servir a uma religião se podemos pegar um pouquinho de cada suposto mestre e usar isso ao nosso favor, sempre fugindo ao trabalho e ao sacrifício. Pior são os líderes espirituais que usam a fé das pessoas para seu bem estar. A fé não é libertadora assim e serve à alienação do povo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1874/668/1600/gandhi_smile2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px" height="286" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1874/668/320/gandhi_smile2.jpg" width="228" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O prazer sem consciência é um dos maiores pecados de todos. Não que na Roma antiga não houvesse orgias e bacanais. Também. Mas o capitalismo compra o sexo, o amor e privilegia sensações em detrimento de sentimentos. Com dinheiro vai-se a qualquer clube de swing, se compra o sexo de qualquer mulher. Dizem que o dinheiro é afrodisíaco, o capitalismo comprova isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pior de todos os pecados é a política sem idealismo. É ela quem destrói as alternativas políticas. É a política sem idealismo que mata a esperança, que corrompe a democracia, que legitima a ditadura ideológica do neoliberalismo. Por causa da política sem idealismo todos os políticos são iguais e nosso país vive a crise que vive.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando Gandhi citou esses sete pecados, o neoliberalismo ainda não existia. Mais que um líder político e religioso, Gandhi era um profeta. Esses pecados continuam a agigantar o abismo existente entre ricos e pobres e a destruir qualquer semente de mudança que nasça nos corações humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e ainda acredita em política com idealismo. &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:rafaelmarti@globo.com"&gt;&lt;em&gt;rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114325418272216621?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114325418272216621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114325418272216621&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114325418272216621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114325418272216621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/03/prezados-leitores-esse-texto-foi.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114299358216386347</id><published>2006-03-21T22:57:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T23:13:02.186-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O Indiana Jones do jornalismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Luis Nachbin se aventura por países distantes em busca de reportagens&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vocês conseguiriam imaginar um jornalista esportivo de sucesso acompanhando a final da Copa do Mundo de 98, na França, entre o país sede e o Brasil num bar perdido na distante Mongólia? Ou alguém que largou a comodidade e estabilidade de um bom emprego na Rede Globo de Televisão para se tornar um vídeo-repórter solitário e free-lancer, que viaja por toda a Ásia filmando as mais diferentes culturas? Num primeiro momento esse personagem pareceria ter saído das páginas do realismo fantástico de Gabriel Garcia Márquez. Mas quem conhece Luís Nachbin sabe que é possível alguém tomar tais atitudes. Ele fez isso e muito mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Viajar e se aventurar faz parte da personalidade desse jornalista nascido em 1964. Fez com os pais suas primeiras vagens na infância, já que o pai era professor da University of Rochester, nos EUA. Chegou a cursar a faculdade de economia na UFRJ. Mas quando estava no último ano resolveu começar a cursar jornalismo na PUC. E por que essa guinada na carreira? “Fiz isso pelo amor ao esporte. Quando comecei a cursar jornalismo queria ser radiojornalista esportivo, esse era meu sonho, meu objetivo claro”, explica Nachbin.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante os anos de faculdade foi repórter esportivo na rádio Tamoio e estagiou na TVE, chegando a ser contratado após ser formar. Contudo, mais uma vez veio a vontade de mudar de rumos. Um ano após sua formatura, em 1989, Nachbin pegou a mochila e partiu para Londres. “Lá fiz trabalhos braçais e juntei uma grana. Em 1991 resolvi ‘mochilar’ pela Ásia por quatro meses, até que cheguei a São Francisco, nos EUA, no mesmo ano. Foi aí que resolvi retomar minha carreira e fui fazer meu mestrado em televisão na San Francisco State University”, relata o jornalista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1874/668/1600/nachbin.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1874/668/320/nachbin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando estava pra finalizar seu mestrado, em 1994, Nachbin passou a escrever algumas matérias como free-lancer para o jornal O Globo. “Estávamos em plena Copa do Mundo e uma das sedes do Brasil era justamente San Francisco”, relembra. Quando a Copa terminou, junto com seu mestrado, Nachbin retornou ao Brasil e foi contratado para ser editor de texto na Globosat. “Não fiquei nem um mês. Logo fui chamado para um emprego temporário como repórter na TV Globo. Acabei ficando três anos na editoria de esportes”, diz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas para quem pensou que seus dias de aventureiros tenham terminado, novamente Nachbin surpreendeu. “Em 1997 tirei férias e fui à Índia. Resolvi então fazer umas reportagens como experiência. Ficou tão legal que eu e meu chefe chegamos a conclusão de que eu deveria seguir mesmo meu caminho como vídeo-repórter”, detalha Nachbin. Desde então a vida desse jornalista passou a ser a de um viajante solitário, carregando equipamento e idéias para suas reportagens nos lugares mais diferentes possíveis. Já esteve na Mongólia, Índia, por quatro vezes, Irã, Indonésia, Tailândia, Rússia, Sri Lanka, Laos, Camboja, Cingapura além de países da África e Europa. “Geralmente não vou aos lugares mais conhecidos. Na Europa, por exemplo, estive na Islândia, Bósnia e Ilhas Faroe”, explica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nachbin é uma espécie de self-made man do jornalismo. Ele produz, faz o texto, filma e edita suas próprias reportagens. Apesar de viajar sozinho conta com a ajuda de guias tradutores. Também, não deve ser muito fácil viajar por países como a Mongólia, por exemplo. “Essa foi uma viagem espetacular, muito divertida. Fui na época da Copa porque era o único período possível. Assisti a final do torneio num bar. Escrevi uma crônica sobre o jogo que enviei para o jornal Lance. Da Mongólia eu trouxe um violino e um chapéu típicos. Além de um pano do Kazaquistão que ganhei do meu guia no meu último dia por lá”, detalha Nachbin.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Luís Nachbin está agora trabalhando em dois projetos paralelos. Finaliza uma série de programas para o canal Futura, baseados nas suas viagens. E está terminado de editar um documentário de sobre a guerra ao terror. “Trata-se de um road movie. Viajei de Nova York a São Francisco, percorrendo costa a costa, nos EUA, entrevistando pessoas sobre a questão do terrorismo. Vou vender para algum canal de TV a cabo e mandar para festivais”, explica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre uma e outra viagem o repórter ainda arruma tempo para ministrar aulas de telejornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO). O que o torna parecido com o personagem Indiana Jones, dos filmes de Steven Spielberg. No filme, Jones é um professor de arqueologia numa universidade americana, mas sempre arruma tempo para entrar em fantásticas aventuras em busca de tesouros arqueológicos. O jornalista Luís Nachbin busca tesouros diferentes: suas reportagens, e ao invés de revólver e chicote, usa câmera e palavras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;por Rafael Martí, apresentado como trabalho de faculdade em 2004.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114299358216386347?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114299358216386347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114299358216386347&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114299358216386347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114299358216386347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/03/o-indiana-jones-do-jornalismo-luis.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114260541418939438</id><published>2006-03-17T11:10:00.000-03:00</published><updated>2006-03-17T11:23:34.226-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Prezados Leitores,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esse texto tem rodado pelo universo da internet como sendo de autor desconhecido. Em alguns lugares eles acertam o autor, mas mudam partes do texto. Eis aí o texto original que escrevi para a Revista Simplesmente Bonitta e que também foi publicado no blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.muleburra.com"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;http://www.muleburra.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;. A foto que ilustra o artigo é uma mostra do brilhante fotógrafo André Arruda para a revista Vip, editora Abril&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A ARTE DE GOSTAR DE MULHER&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nos meus tempos de graduação em jornalismo na Uerj, fui assistir a uma palestra do fotógrafo André Arruda, que foi do JB, Globo e trabalhava, entre outras coisas, com moda. Em determinado momento da palestra ele relatava a sua experiência em fotografar nu artístico e soltou a seguinte frase: "para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher". Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário ele completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas. Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada c&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1874/668/1600/livia.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px" height="278" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1874/668/320/livia.jpg" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;alcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso - afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que eu concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher são necessários outros requisitos que são raros. Por isso a mulherada anda tão insatisfeita. Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la a cada dia não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso. Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Levar flores no trabalho sem nenhum motivo a não ser o de ver seu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É escutar pacientemente todas as queixas da chefa rabugenta, que provavelmente é assim porque seu homem não gosta de mulher. O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim com a qualidade do sexo que teve. Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida. O homem que gosta de mulher não come mulher. Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro, da personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro", afirmou Vinícius de Morais no poema Para viver um grande amor. Para amar verdadeiramente uma mulher o homem deve ser totalmente fiel, amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Os que gostamos de mulher é que conquistamos várias vezes a mesma mulher. E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão. A dimensão da poesia, do amor e em última instância do impenetrável universo feminino. Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar de mulher e penetrar em seu universo não é torná-las cativas e sim libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das músicas com que mais me identifico é uma em inglês - por incrível que pareça, para um nacionalista e anti-imperialista convicto. É a &lt;em&gt;Have you really loved a woman?&lt;/em&gt; do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre quer dizer "você já amou realmente uma mulher?". Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, dá-la apoio, para amar realmente uma mulher. Essa música é perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, gostar de comer mulher é fácil. Agora gostar de mulher é dificílimo. Precisa ser macho de verdade para isso. Quem se habilita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Martí é jornalista e gosta muito de mulher, mas só tem olhos para sua morena linda. rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114260541418939438?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114260541418939438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114260541418939438&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114260541418939438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114260541418939438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/03/prezados-leitores-esse-texto-tem.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24006622.post-114236047374410079</id><published>2006-03-14T15:16:00.000-03:00</published><updated>2006-03-15T11:29:45.063-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;NEM BIG, NEM BROTHER: A CARA DO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Escrevo sem saber o resultado do Big Brother Brasil 6. Isso, porém, não importa muito. A questão que gostaria de levantar é de outra natureza. Desde que o programa começou em 2002, eu tenho críticas severas contra ele. E mantive minha postura de não assistir a nenhum capítulo de qualquer edição. Com as apenas duas exceções: na primeira edição eu tive que assistir a alguns episódios por causa de uma bolsa de iniciação científica da faculdade de jornalismo da Uerj e também assisti a essa última, pois como diria meu avô “é preciso conhecer para criticar”.&lt;br /&gt;Confesso que o que eu vi e analisei me deixou preocupado. Vamos aos fatos. Em primeiro lugar o BBB6 é um programa de entretenimento. Sem entrar no mérito de que tipo de entretenimento, se bom ou ruim, admito que ele seja um programa dessa natureza. Porém, ele é um produto que tem a assinatura da Central Globo de Jornalismo junto com a Central Globo de Produção. Para o leitor leigo isso não faz diferença, mas na faculdade de jornalismo aprendemos que este e entretenimento não se misturam. Jornalismo tem compromissos com os fatos. O outro apenas se compromete com a diversão. Por que será que o jornalismo da Globo, que prima por rigorosos padrões de qualidade, assina o BBB6? Eu não consegui descobrir.&lt;br /&gt;Outro fato que me preocupa é o nome do programa. E por dois motivos, primeiro porque é escrito em inglês. Ora, com uma língua tão bela como a nossa, apelar para estrangeirismo é uma macaquice sem tamanho. Um absurdo. Nossa língua é única. Só em português é possível dizer saudade, por exemplo. O segundo motivo é que a expressão “Big Brother” vem do livro 1984, do escritor e jornalista George Orwell. Ele escreveu uma crítica aos regimes totalitários, em especial ao stalinismo soviético, sob forma de romance.&lt;br /&gt;No livro, o “Big Brother”, ou Grande Irmão, é uma entidade que governa a vida de todos, inclusive a afetiva e sexual. Nessa sociedade o amor é proibido e todos devem servir ao grande irmão com lealdade, ou são destruídos. E não é que de um livro tão sombrio os criativos produtores do programa tiraram esse título? Pior ainda, copiaram o título de um programa holandês.&lt;br /&gt;A pior crítica eu deixei para o final. Chegamos a seguinte conclusão. O BBB, seja ele qual edição for, é um programa de entretenimento, que se apropria de um nome estrangeiro de um livro que relata a opressão. Mas que tipo de entretenimento ele é?&lt;br /&gt;É um jogo, certo? Sim correto, um jogo no qual você deve jogar contra as outras pessoas, passar a perna nelas, mentir, manipular e principalmente EXCLUIR. Esse é o verbo mais importante do programa, excluir, que nos leva a um substantivo muito próprio da cena social brasileira: exclusão. Afinal, quantos são os parias sociais que vivem sem rede de esgoto, saúde, educação, emprego, comida e esperança? Milhões. O Big Brother, que não é nem grande, nem irmão, é a cara do nosso país. Um país dos excluídos, onde o publico do programa é levado a entrar no jogo e a votar não para escolher o melhor, o mais inteligente, o mais capaz. Mas para excluir, excluir e excluir.&lt;br /&gt;Lógico que um programa assim, que tão bem retrata o destino da maior parte da população brasileira, vai ter uma audiência monumental. Só acho triste que até mesmo as pessoas mais esclarecidas, com acesso a educação de qualidade, se deixem anestesiar por essa ode ao egoísmo e assistam assiduamente, comentando no dia seguinte suas impressões.&lt;br /&gt;É uma pena, mas um país que dá Ibope ao BBB não pode querer nenhuma melhora social. Afinal, todos os que assistimos ao Big Brother damos um cheque em branco para a ideologia da exclusão. Até que um dia o “grande irmão” também irá nos excluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rafael Marti é jornalista e rebelde, mas apesar do BBB ainda acredita no ser humano. rafaelmarti@globo.com&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24006622-114236047374410079?l=rafaelmarti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/feeds/114236047374410079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24006622&amp;postID=114236047374410079&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114236047374410079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24006622/posts/default/114236047374410079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelmarti.blogspot.com/2006/03/nem-big-nem-brother-cara-do-brasil.html' title=''/><author><name>Rafael Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04951868890288260191</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-IGB3d8YGRhU/TaeetSRYycI/AAAAAAAAAE4/Dx5rxdMemzI/s220/cervejeiro_maia2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
